Ex-coordenador do INSS é levado pela Polícia Legislativa para depor na CPI

Responsável pelos pagamentos do instituto já havia apresentado atestado duas vezes para não comparecer; depoimento será realizado na tarde desta segunda-feira

CPMI do INSS
A CPI do INSS aprovou o processo de condução coercitiva, para permitir que a polícia leve uma pessoa à força para depor  • Edilson Rodrigues/Agência Senado
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O ex-coordenador do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Jucimar Fonseca da Silva, foi localizado pela Polícia Legislativa e levado para depor à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura o esquema de fraudes envolvendo o instituto.

Jucimar irá depor à comissão na tarde desta segunda-feira (1º), por volta de 16h. No INSS, era responsável por coordenar o departamento de Pagamentos e Benefícios do instituto.

Segundo o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a Polícia Legislativa realizou uma operação “emergencial” durante a madrugada desta segunda para localizar o servidor e trazê-lo a Brasília por “condução coercitiva”.

Solicitado pelo colegiado, o procedimento funciona como uma autorização para que a polícia leve uma pessoa à força para depor.

Em rede social, Viana afirmou que a expectativa é de que o depoimento de Jucimar esclareça como os operadores do esquema que desviava valores dos benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS conseguiram “movimentar dinheiro com tanta facilidade”.

Outro ponto a ser abordado é se há outros servidores envolvidos na estrutura interna do instituto.

Jucimar já havia apresentado dois atestados para não depor. Além disso, a defesa do servidor também havia entrado com um pedido de habeas corpus para que ele não precisasse comparecer na CPI.

O ex-coordenador foi afastado do cargo em abril deste ano, quando a operação da PF (Polícia Federal) sobre fraudes e irregularidades no instituto foi realizada.

À CNN, a defesa do servidor criticou a decisão do juiz da 15ª Varal Federal, em Brasília, de autorizar o pedido de condução coercitiva.

Segundo o advogado de Jucimar, Cícero Matos, o juiz da vara seria "incompetente" para aprovar o procedimento, já que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que todas as questões envolvendo a operação da PF (Polícia Federal) que investiga o esquema do INSS sejam centralizadas sob a relatoria do ministro André Mendonça.