Feriado de 7 de setembro será o mais importante desde a redemocratização

Se os atos forem violentos no tom dos manifestantes ou fisicamente, haverá uma situação difícil de pacificação do governo com os demais Poderes

Da CNN

São Paulo

Ouvir notícia

O comportamento dos manifestantes e a postura de representantes do governo, além do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nos atos marcados para 7 de setembro serão determinantes para as relações entre os Poderes, o que torna a data do feriado a mais importante desde a redemocratização do Brasil, apontou o analista de política da CNN Caio Junqueira.

De acordo com Caio Junqueira, se os atos forem violentos no tom dos manifestantes ou fisicamente, haverá uma situação difícil de pacificação do governo com os demais Poderes, principalmente após o agravamento da tensão entre o Executivo e o Judiciário nas últimas semanas.

Se os protestos forem pacíficos, porém, estarão dadas as condições para uma tentativa de estabilidade política e reconciliação entre os Poderes, afirmou Caio Junqueira.

Estabilidade do país

Segundo Caio Junqueira, o entorno de Bolsonaro o alertou que ou o país se estabiliza ou ele será derrotado nas urnas em 2022. Os organizadores estariam, inclusive, orientando os manifestantes a fazerem os atos em 7 de setembro de forma pacífica.

Nesta quarta-feira (25), o presidente sofreu duas derrotas importantes, após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), negar o pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes protocolado pelo Planalto e o ministro da Corte Edson Fachin rejeitar uma ação assinada por Bolsonaro contra a abertura de inquéritos pelo Supremo.

Apesar das derrotas de hoje, na análise de Caio Junqueira, o presidente segue com sua imagem forte perante uma parte do público, e os atos de 7 de setembro seriam mais em apoio a Bolsonaro no pior momento de sua gestão do que em defesa de pautas como o voto impresso e o impeachment de ministros do STF.

Veja a análise completa no vídeo.

(Publicado por Daniel Fernandes)

Mais Recentes da CNN