Fernando Molica: Em NY, Bolsonaro toma bronca pública e faz Brasil virar chacota

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista repercutiu fala de prefeito de Nova York sobre presidente brasileiro não estar vacinado contra a Covid-19

Da CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (21), o jornalista Fernando Molica repercutiu a chegada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos Estados Unidos para a Assembleia-Geral das Nações Unidas. O brasileiro será o primeiro chefe de Estado a discursar na reunião da ONU.

Na segunda-feira (20), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, criticou Bolsonaro por não se vacinar contra a Covid-19. Durante uma coletiva, Blasio disse: “se não quiser ser vacinado, não incomode vindo, porque todo mundo deveria estar vacinado. Precisamos mandar uma mensagem a todos os líderes mundiais, incluindo mais notavelmente Bolsonaro, do Brasil”.

Na avalição de Molica, a atitude de Bolsonaro não contribui para a imagem do país no exterior. “Não é legal porque o Brasil acaba sendo motivo de chacota e tomando broncas públicas, como no caso do prefeito de Nova York”, disse.

“Tem uma questão que é fundamental: o presidente Jair Bolsonaro não está ali em nome próprio, está ali representando o país e a população, representa todo mundo, quem votou nele e quem não votou”, completou.

“Quando ele faz isso, ele demonstra que o Brasil e a população não se importam muito com a saúde alheia, que a população brasileira não está preocupada com o fato de que seu representante máximo pode contaminar outras pessoas”, continuou o jornalista.

“Ele vai discursar na tribuna e, logo depois, vem Joe Biden, que é tão preocupado com vacinação e uso de máscara. Cria até um constrangimento para Biden, que deve estar preocupado em discursar no mesmo local e logo depois de alguém que não está vacinado”, concluiu Molica.

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (21.set.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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