Fim da 6x1 sem ouvir empresários é decisão populista, diz senador

Carlos Viana (PSD-MG) defende tempo maior de transição para a nova jornada de trabalho e diálogo com setor empresarial

Da CNN Brasil, Brasília
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O senador Carlos Viana (PSD-MG) avaliou nesta segunda-feira (8) como uma "decisão populista" aprovar o fim da escala 6X1 sem negociações com o setor empresarial. À CNN Brasil, ele defendeu tempo maior de transição para a redução da jornada e uma compensação financeira para empresas.

"Da maneira como [a proposta] veio da Câmara, num ano eleitoral, numa decisão populista, de se fazer isso sem ouvir o lado empresarial brasileiro, nós podemos gerar o contrário do que os trabalhadores esperam", disse.

A proposta do fim da escala 6x1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que estabelece um regime 5x2, foi aprovada na Câmara dos Deputados na última semana de maio.

Segundo Carlos Viana, o Congresso "tem obrigação de discutir e trazer uma solução ao país que seja equilibrada". Para ele, o fim da escala 6x1 será aprovado pelo Congresso, mas é preciso fazer ajustes no texto. Ele criticou o avanço da proposta "a toque de caixa" com o patrocínio da base governista.

"Minha ideia é que a gente já corrija e já traga no bojo da 5x2 o prazo para aplicação e compensação das empresas. Porque mais cedo ou mais tarde a gente vai mudar, mas a questão é que não pode ser de uma hora para a outra", afirmou.

O senador também elogiou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de não levar a PEC diretamente para a análise do plenário da Casa. Viana afirmou que as comissões precisam ser ouvidas sobre a proposta "independentemente do prazo das eleições de outubro".

O senador também defendeu a proposta alternativa elaborada pela oposição que cria um regime diferenciado de trabalho por hora trabalhada. A matéria foi articulada e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6x1.