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    Fux fica de fora de conversas que devem levar Kassio Nunes ao Supremo

    A avaliação no Judiciário e no Legislativo é a de queBolsonaro acena ao Nordeste, ao Centrão à ala garantista do STF

    O ministro do STF Luiz Fux
    O ministro do STF Luiz Fux Foto: Fellipe Sampaio - 10.set.2020 / SCO - STF

    Thais Arbexda CNN

    O novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, não foi consultado, nem sequer comunicado sobre a indicação do presidente Jair Bolsonaro para a vaga do decano Celso de Mello na corte.

    De acordo com relatos feitos à CNN, Fux não recebeu “nem um oi” sobre a possibilidade de o desembargador Kassio Nunes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ser indicado pelo presidente ao Supremo. 

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    Na noite desta terça-feira (29), Bolsonaro levou o desembargador à casa do ministro Gilmar Mendes, onde também estavam o ex-presidente do Supremo Dias Toffoli, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). 

    Segundo a CNN apurou, Gilmar e Bolsonaro tinham marcado um encontro para falar sobre a sucessão na Corte, mas o presidente surpreendeu ao já chegar com o escolhido. A avaliação no Judiciário e no Legislativo é a de que, ao optar por Nunes, Bolsonaro acena ao Nordeste, ao chamado Centrão do Congresso e, acima de tudo, à ala garantista do Supremo. 

    Nesta quarta-feira (30), em conversas com aliados, Bolsonaro disse que a oficialização da indicação de Nunes só deve acontecer no dia 13, quando Celso de Mello deixa o Supremo. 

    Segundo relatos, o presidente teria dito que o prazo foi um pedido de ministros da corte. Bolsonaro foi alertado, no entanto, de que duas semanas pode ser tempo demais para deixar o desembargador sobre o escrutínio da opinião pública. 

    Uma ala do Supremo acredita, no entanto, que como o decano já oficializou sua saída, não haveria constrangimento se o presidente já iniciasse o processo da indicação de Nunes.

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