Gleisi Hoffmann e Ricardo Barros avaliam as manifestações pró e contra o governo

A presidente do PT saudou os atos contra o presidente; o parlamentar disse que “os movimentos de rua são de militantes radicais de direita e de esquerda"

Da CNN

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No Debate 360 desta segunda-feira (8), o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) e a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) falaram sobre as manifestações a favor e contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) que aconteceram no domingo (7).

Primeira a falar, Gleisi saudou os atos contra o presidente e os classificou como “pacíficos”, “ordeiros” e afirmou que mostraram que o povo brasileiro não está mais aceitando a forma como o governo está conduzindo o país. 

“[É] um governo que desrespeita as pessoas, não protege o povo, que não dá respostas ao Brasil e que, sobretudo, vem aumentando o grau no seu discurso de autoritarismo”, disse.

A presidente do PT falou ainda que as manifestações foram pela vida das pessoas, especialmente da população negra, que tem sido a mais atingida pela pandemia do novo coronavírus.

“Infelizmente a população mais pobre do país tem sido vítima dessa perversa doença e não tem recebido por parte do Estado brasileiro a assistência que merece. Aliás, não tem recebido nada”, afirmou.

Já Barros disse que “os movimentos de rua são de militantes radicais de direita e de esquerda” e lembrou que o presidente Bolsonaro já recebeu inúmeras manifestações a favor do seu governo e elas vinham acontecendo todo domingo em Brasília. 

Para o parlamentar, o presidente Bolsonaro quer governar o Brasil e tem feito isso de forma efetiva. “Tem recursos ilimitados para o combate à Covid-19 e tem recursos muito vultuosos para a recuperação econômica que estão sendo entregues para a população”, falou.

Covid-19

Questionados sobre como avaliam a decisão do governo federal de alterar a forma de divulgação dos dados do novo coronavírus, Barros disse que “vai permitir mais transparência e tranquilidade” para que as pessoas entendam como está sendo feito o combate à doença no Brasil.

“E, obviamente, o presidente Bolsonaro sempre apoiou, embora ele tenha uma retórica contrária ao isolamento, as medidas dos ministros [da Saúde] que passaram pelo seu governo. Os prefeitos e governadores, por decisão do Supremo Tribunal Federal, que têm que decidir sobre isolamento”, falou. 

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Ao rebater, Gleisi disse que até agora os estados e municípios não receberam um terço do recurso que o governo disse que iria repassar para ajudar no combate ao novo coronavírus.

“Dos R$ 9 bilhões previstos no Ministério da Saúde para aplicação direta no combate ao coronavírus nada foi liberado. Dos R$ 10 bilhões para compra de equipamentos, apenas 1% foi liberado. Os estados e municípios estão se virando com recursos próprios”, afirmou. 

Desde sexta-feira (5), o Ministério da Saúde deixou de divulgar informações detalhadas sobre a disseminação do novo coronavírus no Brasil em sua plataforma online e passou a fornecer apenas os registros de mortes e casos nas últimas 24 horas. Além da mudança, no domingo, a pasta divulgou números divergentes — que depois foram corrigidos.

(Edição: Marina Motomura)

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