Governadores bolsonaristas defendem Bolsonaro após prisão domiciliar
Tarcísio, Cláudio Castro, Zema, Ratinho Jr. e Wilson Lima criticam decisão de Moraes e falam em perseguição
Os governadores aliados de Jair Bolsonaro (PL) reagiram com críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que decretou prisão domiciliar ao ex-presidente por descumprimento de medidas cautelares.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a decisão é um absurdo.
A prisão de Jair Bolsonaro é um absurdo. A verdade é que Bolsonaro foi julgado e condenado muito antes de tudo isso começar. Uma tentativa de golpe que não aconteceu, um crime que não existiu e acusações que ninguém consegue provar.
Vale a pena acabar com a democracia sob o… pic.twitter.com/eE7hGNs8YM
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) August 5, 2025
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), chamou a medida de extrema e disse que ex-presidente não pode ser tratado da forma como está sendo.
Bolsonaro sempre esteve à disposição da Justiça. Já disse e repito: não dá para tratar um ex-presidente desta forma. Decretar a sua prisão domiciliar é uma medida extrema que acirra tensões políticas e aprofunda divisões em um país que precisa de equilíbrio e serenidade.
— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) August 5, 2025
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como "mais um capítulo sombrio na história de perseguição política do STF". Em tom crítico, afirmou: "Alexandre de Moraes agora colocou Bolsonaro em prisão domiciliar por ter sua voz ouvida nas redes. É a democracia do silêncio. A democracia do medo. Toda minha solidariedade ao presidente e sua família."
Mais um capítulo sombrio na história de perseguição política do STF.
Alexandre de Moraes agora colocou Bolsonaro em prisão domiciliar por ter sua voz ouvida nas redes.
É a democracia do silêncio.
A democracia do medo.Toda minha solidariedade ao presidente e sua família.
— Romeu Zema (@RomeuZema) August 4, 2025
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), prestou solidariedade ao ex-presidente, em vídeo, e pediu para as instituições terem "calma".
"Não é predendo o maior líder de direita dos últimos anos do Brasil que nós vamos consertar e que vamos estabelecer a paz. As instituições precisam, de uma vez por todas, acalmar esse jogo", disse.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), também lamentou a medida: "O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País."
O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País.
— @ratinho_jr (@ratinho_jr) August 4, 2025
Já o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), defendeu o direito à liberdade de expressão e criticou a punição antes de uma condenação:
"Em uma democracia, a liberdade de expressão é um direito sagrado que deve ser garantido a todos os cidadãos. Jair Bolsonaro não tem sentença condenatória e não deveria ser punido antecipadamente por se manifestar politicamente. Registro minha solidariedade a ele e à sua família."
Em uma democracia, a liberdade de expressão é um direito sagrado que deve ser garantido a todos os cidadãos. @jairbolsonaro não tem sentença condenatória e não deveria ser punido antecipadamente por se manifestar politicamente. Registro minha solidariedade a ele e à sua família.
— Wilson Lima (@wilsonlimaAM) August 4, 2025
Além disso, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), apesar de não serem aliados de Bolsonaro, também comentaram o assunto. Caiado afirmou que a medida é grave e que a escalada política deixa "o povo brasileiro em segundo plano".
A decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro confirma o que disse anteriormente: infelizmente, antes da conclusão de seu julgamento, o ex-presidente já está condenado.
Se um cidadão não pode se manifestar publicamente em sua defesa, é porque o veredito está…
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) August 5, 2025
Eduardo Leite afirmou não gostar da "ideia de um ex-presidente não poder se manifestar" e ser preso por isso.
Como brasileiro, recebo com desânimo este episódio envolvendo a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não gosto da ideia de um ex-presidente não poder se manifestar, e gosto menos ainda de vê-lo ser preso por isso, antes ainda de ser julgado pelo órgão colegiado da…
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) August 4, 2025
O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar após identificar reiterado descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente por indícios de tentativa de obstrução no processo sobre a trama golpista, em que Bolsonaro é reu.
Entre as restrições violadas estão a proibição de uso — direto ou indireto — das redes sociais e a vedação de contato com aliados e autoridades estrangeiras.
A decisão foi motivada por uma chamada de vídeo feita por Flávio Bolsonaro, durante manifestação no Rio de Janeiro, em que o pai participou de forma remota, o que Moraes considerou quebra das condições impostas.


