Percepção de insegurança desafia governo Lula mesmo com PEC, diz Arko

Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, avalia, ao WW, que aprovação da PEC da Segurança Pública é estratégica, mas pode não ser suficiente para convencer o eleitorado

Da CNN Brasil

O cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, avaliou, ao WW, que o governo tem demonstrado capacidade de articulação no Senado ao avançar, na quarta-feira (14), o requerimento de rito especial para a votação da PEC da Segurança Pública.

Apesar de reconhecer o acerto estratégico do governo, Aragão pondera que a iniciativa pode não ser suficiente para mudar a percepção do eleitorado. "A percepção de insegurança é muito grande e isso vai ser cobrado nos debates, principalmente à frente", afirmou.

Para o analista, a PEC representa "um movimento político importante", mas não deve ser encarada como uma solução definitiva. "Talvez também não seja uma bala de prata", concluiu Aragão, reforçando que o resultado político da medida ainda é incerto diante dos dados preocupantes de percepção de segurança entre os eleitores.

Com sessão marcada no Senado para esta quinta-feira (15), a PEC da Segurança Pública deve ter tramitação acelerada. Segundo Aragão, a aprovação da proposta é provável, pois votar contra ela representaria um custo eleitoral significativo. "Fica ruim eleitoralmente não avançar com a pauta", disse o analista.

A proposta aborda uma das maiores preocupações do eleitorado brasileiro: o medo do crime e do crime organizado. O tema tem ganhado cada vez mais espaço no debate público e tende a ser cobrado nas disputas eleitorais que estão por vir.

"O governo está fazendo barba, cabelo e bigode no Senado com essas medidas", afirmou Aragão, destacando a celeridade com que pautas de interesse do Planalto têm sido conduzidas na Casa e citando também a aprovação do fim da escala 6x1.

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