Governo federal antecipa 600 mil doses de vacina pediátrica da Pfizer

Previsão é que 4,3 milhões de doses do imunizante cheguem no Brasil ainda no mês de janeiro para vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra Covid-19

Tainá Farfanda CNN

em Brasília

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, nesta segunda-feira (10), que o governo federal vai adiantar a chegada de 600 mil doses de vacina da Pfizer contra Covid-19 para aplicação em crianças de 5 a 11 anos de idade.

O total de vacinas pediátricas previstas para desembarcar no Brasil ainda no mês de janeiro é de 4,3 milhões de doses.

A estimativa é de que o país tenha cerca de 20 milhões de crianças nessa faixa etária – que foi incluída na campanha de vacinação contra o coronavírus, pelo Ministério da Saúde, no último dia 5.

Queiroga também declarou que o governo decidirá, nesta segunda-feira (10), sobre a redução do tempo de quarentena recomendado para infectados pela Covid-19.

Integrantes da pasta devem se reunir com membros da Secretaria de Vigilância e Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na semana passada, o ministro já havia informado que o governo estuda reduzir o período de isolamento de 10 para cinco dias para pacientes assintomáticos.

“Há estoque de kit intubação se cenário piorar”

Ao contrário de janeiro de 2021, quando o país passou por uma escassez de medicamentos usados na intubação de pacientes, o Ministério da Saúde tem estoque suficiente para distribuir às redes municipais e estaduais em caso de aumento de casos graves de Covid-19, disse o ministro Marcelo Queiroga na manhã desta segunda-feira (10).

“Pedimos que os municípios e estados nos informe (sobre o aumento da necessidade de intubações), e nós todos juntos possamos garantir que não falte nenhum insumo estratégico como o oxigênio e o chamado kit de intubação orotraqueal. Mas quero tranquilizar os brasileiros (e dizer) que o Ministério da Saúde tem provisões”, disse Queiroga.

Segundo o ministro, o estoque do Ministério garante que uma demanda como a do pico da pandemia, registrada no primeiro semestre de 2021, possa ser atendida durante três meses. Ele diz também que, caso a demanda exceda o pico anterior, a indústria brasileira está preparada para atender um aumento emergencial da produção.

No ano passado, a produção brasileira chegou no limite no mês de março diante do aumento exponencial de casos que requeriam intubação.

Apesar da oferta de produtos para intubação, Queiroga diz que o quadro do Brasil deve ser semelhante ao de países como Reino Unido, França e Estados Unidos com aumento de casos sem um aumento proporcional de internações e óbitos. “Temos a esperança de que não haja uma explosão de casos e óbitos porque nossa população está fortemente vacinada”, disse.

Reabertura para países africanos

A Anvisa encaminhou uma sugestão de flexibilização da entrada de pessoas vindo de países da África, que tiveram sua entrada suspensa desde o ano passado por conta do avanço da Ômicron. Segundo Queiroga, o gabinete que trata do assunto, formado pelos ministérios da Saúde, Justiça e Casa Civil, vai analisar a questão, mas o ministro não deu um prazo para que isso seja feito.

No dia 29 de novembro do ano passado, República da África do Sul, República de Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue tiveram voos para o Brasil suspenso.

* Com informações de Raphael Coraccini, da CNN

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