Haddad critica Castro e diz que governador "tem feito praticamente nada"

Ministro da Fazenda criticou atuação do governador do Rio em relação à prevenção das fraudes de combustíveis

Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta quarta-feira (29), e afirmou que o gestor do estado fluminense "tem feito praticamente nada" em relação à prevenção das fraudes de combustíveis.

A declaração ocorre um dia após a realização da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que contabilizou ao menos 64 mortos (entre eles quatro policiais), 81 presos e 93 fuzis apreendidos.

"Nós, pessoalmente aqui da Fazenda, estamos atuando forte no Rio de Janeiro contra o crime organizado. Na minha opinião, da maneira mais eficaz que é a questão dos combustíveis que vocês estão acompanhando", afirmou.

"Eu penso que o governador deveria nos ajudar em relação a isso. Hoje o Estado do Rio não tem feito praticamente nada em relação ao contrabando de combustível", complementou o ministro.

Segundo Haddad, no Rio de Janeiro, o dinheiro que financia o crime organizado é oriundo da fraude tributária e da distribuição de combustível adulterado. O petista destacou que Castro deveria "acordar" para esse problema e ajudar a Receita Federal a combatê-lo.

O ministro reforçou ainda que a situação do estado mostra a importância da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança proposta pelo governo. O texto prevê uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública, dando maior agilidade aos procedimentos.

Megaoperação no Rio de Janeiro

Policiais civis e militares realizam na terça (28) uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Batizada de Operação Contenção, a ação faz parte de uma iniciativa do governo do estado para combater a expansão territorial do CV (Comando Vermelho) e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.

Logo depois da operação, o governador Cláudio Castro teceu críticas ao governo federal. O Palácio do Planalto, porém, disse que não foi acionado pela gestão fluminense sobre a operação desta semana.