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    Indenização bilionária da Braskem está no centro da briga política em Alagoas

    Petroquímica pagou R$ 1,7 bilhão à prefeitura da capital alagoana em julho; prefeito JHC é aliado de Arthur Lira, enquanto governador Paulo Dantas tem o apoio de Renan Calheiros

    Raquel Landim

    Uma indenização bilionária paga pela Braskem está no centro da briga política em Alagoas, turbinada pelo recente risco de colapso de uma mina em Maceió.

    Em julho deste ano, a petroquímica pagou R$ 1,7 bilhão à prefeitura da capital alagoana pelos danos causados depois da evacuação de cinco bairros. O prefeito João Henrique Caldas, o JHC, é aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

    Parte dos recursos foram utilizados para a compra do Hospital do Coração. A falta de leitos hospitalares é uma das principais reclamações da população da cidade.

    Aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), o governador Paulo Dantas (MDB) entrou na Justiça exigindo ressarcimento da Braskem por perdas de arrecadação de ICMS, o que é contestado pela empresa. O valor da causa é de R$ 1 bilhão, mas o Estado apresentou um estudo que estima prejuízo de R$ 35 bilhões.

    Segundo analistas da cena política local, a injeção de recursos da Braskem tornou JHC um forte candidato à reeleição para a prefeitura e até para o governo do Estado em 2026.

    Essa indenização ajuda a explicar também os esforços do senador Renan Calheiros para instalar a CPI da Braskem, enquanto aliados de Lira atuam para esvaziá-la.

    Procurada pela CNN, a Braskem não deu entrevista. Arthur Lira e Renan Calheiros também não se manifestaram.

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