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    Itamaraty torce por saída espontânea do embaixador de Israel no Brasil, dizem fontes

    Integrantes do Ministério das Relações Exteriores dizem que silêncio de Zonshine até o momento tem colaborado para evitar uma expulsão do país

    Gabriela Pradoda CNN

    Brasília

    A recente crise entre Brasil e Israel reacendeu o conflito também entre o embaixador israelense em Brasília, Daniel Zonshine, e o corpo diplomático brasileiro.

    Para integrantes do Itamaraty, o silêncio de Zonshine até o momento tem colaborado para evitar uma expulsão, mas fontes acreditam que o melhor seria que ele “pedisse para sair”, voltando para Israel ou sendo designado para outro posto.

    No Palácio do Planalto, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizam que as relações Brasil-Israel são mais fortes do que o contato específico com o governo de Benjamin Netanyahu. Porém, a avaliação geral é que neste momento não há diálogo com a embaixada ou com Zonshine.

    Um experiente diplomata observa que, se o governo Netanyahu orientá-lo a falar publicamente contra o governo brasileiro, será “difícil” mantê-lo no Brasil.

    Eventuais falas de Zonshine podem provocar uma escalada retórica, pois “manter tolerância e cordialidade” passaria sinal de fraqueza por parte do governo Lula, segundo um interlocutor do Itamaraty.

    A relação entre o embaixador de Israel e o governo de Lula ficou estremecida, inicialmente, depois da reunião entre Zonshine, parlamentares da oposição e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Câmara dos Deputados, em novembro de 2023.

    Fontes do governo disseram que à época não houve nenhuma reprimenda pública porque a prioridade era o resgate de brasileiros na Faixa de Gaza, que também dependia do aval de Israel.