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    Justiça adia para junho depoimento de ex-assessor de Bolsonaro por suposto gesto supremacista

    Preso desde 8 de fevereiro, Filipe Martins será ouvido de forma remota

    Gesto de Martins foi feito em março de 2021
    Gesto de Martins foi feito em março de 2021 24/03/2021 - Reprodução/TV Senado

    Luísa MartinsJoão Rosada CNN

    Brasília

    A Justiça Federal do Distrito Federal remarcou, para o dia 20 de junho, o depoimento do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins.

    Ele é acusado de racismo por fazer um suposto gesto supremacista em sessão do Senado em março de 2021.

    A oitiva estava marcada para esta segunda-feira (20). A decisão de adiar é do juiz David Wilson de Abreu Prado. O motivo não foi divulgado. O magistrado afirma apenas que atendeu a um pedido da defesa do ex-assessor.

    De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Martins é acusado de “discriminação e o preconceito de raça, cor e etnia, em detrimento da população negra em geral e contra outros grupos sociais não brancos, mediante a realização de gesto apropriado por movimentos extremistas com simbologia ligada à ideia de supremacia branca”.

    Depoimento de forma remota

    O depoimento, independentemente da data, deve ocorrer de forma remota, por videoconferência, uma vez que Martins está preso desde o dia 8 de fevereiro. Ele foi alvo da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado.

    A prisão foi baseada no argumento de que ele teria saído do Brasil a bordo de um avião em 30 de dezembro de 2022, junto a Bolsonaro, que estava em vias de sair do poder para dar lugar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Na última quarta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou mais um pedido de soltura do ex-assessor. A informação foi confirmada à CNN pela defesa de Martins.

    Questionado sobre a decisão de Moraes, Martins disse à CNN, por meio de sua defesa, que se considera um “preso político”.