Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Lewandowski é o 3º ex-STF a ser chamado para comandar um ministério desde a redemocratização

    Ex-Supremo assume pasta da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    Ricardo Lewandowski substituirá Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública
    Ricardo Lewandowski substituirá Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Lucas Schroederda CNN

    São Paulo

    O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é o terceiro ex-membro do Supremo Tribunal Federal (STF) a ser chamado para comandar um ministério no Executivo desde a redemocratização. Ele foi confirmado na pasta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (11).

    Lewandowski ocupou uma cadeira no Supremo entre 2006 e 2023, quando se aposentou ao completar 75 anos. Ele havia sido indicado à Corte durante o primeiro mandato de Lula à frente da Presidência da República, e Cristiano Zanin assumiu a cadeira vaga no STF após a aposentadoria.

    O ex-magistrado repete o caminho de Célio Borja e Nelson Jobim. O primeiro, indicado ao STF por José Sarney em 1986, vestiu a toga por aproximadamente seis anos. Em abril de 1992, Borja assumiu o Ministério da Justiça do então presidente Fernando Collor.

    Por sua vez, Jobim chefiou pastas de governo antes e depois de sua passagem pelo Supremo.

    Na década de 1990, foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso no primeiro mandato deste na Presidência. Em 1997, FHC o nomeou ministro do STF, cargo que exerceu até 2006, quando se aposentou.

    Meses após sua saída do Supremo, Jobim foi convidado por Lula para ser ministro da Defesa, permanecendo no cargo até 2011, já sob a gestão de Dilma Rousseff.

    Diferentemente de Lewandowski, Borja e Jobim fizeram carreira política antes de integrarem o STF. O primeiro presidiu a Câmara dos Deputados, entre 1975 e 1977, e o segundo foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul por dois mandatos consecutivos, tendo inclusive participado da Assembleia Nacional Constituinte no biênio 1987-1988.

    Francisco Rezek teve duas passagens pelo STF

    Além dos três nomes citados, há ainda o caso do ex-ministro Francisco Rezek que, curiosamente, é a única pessoa a ter atuado no STF em dois períodos distintos.

    Em 1983, aos 39 anos, foi indicado à Corte por João Figueiredo, último presidente da ditadura militar. Um dia antes da posse de Collor, em 1990, pediu exoneração do cargo para assumir o Ministério das Relações Exteriores no governo que se iniciaria.

    Rezek se manteve à frente do Itamaraty por cerca de 2 anos e, em maio de 1992, foi nomeado à Suprema Corte por Collor pela segunda vez. Nesta passagem, atuou até sua aposentadoria em 1997, quando foi sucedido por Nelson Jobim.