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    Lewandowski não foi consultado para assumir Ministério da Justiça

    CNN ouviu pessoas próximas ao magistrado aposentado, que afirmaram que a possibilidade de um eventual convite foi bem recebida

    Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Leandro Magalhãesda CNN

    em São Paulo

    O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski não foi consultado, nem conversou com membros do governo a respeito de um eventual convite para assumir o Ministério da Justiça do governo Lula.

    A CNN ouviu pessoas próximas a Lewandowski, que afirmaram que a possibilidade de um eventual convite foi bem recebida pelo magistrado aposentado.

    “O ministro fez importantes ações no CNJ [Conselho Nacional de Justiça], colocou em prática algumas ações para melhorar o sistema carcerário do País, como sistemas de execução que permitem ao juiz da execução penal controlar o tempo de pena dos presos pelo celular, de modo que ninguém fique preso por mais tempo que a sentença”, lembrou uma fonte ligada ao ministro que falou com a CNN em reserva.

    Recentemente, Lewandowski foi, a convite do governo federal, com um grupo de empresários, à Arábia Saudita, ao Qatar e à Alemanha, já que ele é atualmente presidente do conselho jurídico da Confederação Nacional da Indústria.

    Ricardo Lewandowski atuou 40 anos na magistratura, foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral, do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e presidiu a sessão no Senado Federal para o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2015.

    Atualmente, Lewandowski atua na advocacia. Procurado pela CNN, o ministro disse não ter conversando com ninguém sobre o tema.

    O nome do magistrado foi ventilado após o presidente Lula indicar o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, para ocupar a vaga da ministra aposentada Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

    A sabatina de Flávio Dino será no dia 13 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.