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    Lula apoia PEC da Transição, mas texto deve ser concluído na semana que vem

    Informação é de auxiliares de petista; agenda desta quarta-feira do presidente eleito previa reunião com Rodrigo Pacheco e Arthur Lira

    Luiz Inácio Lula da Silva, presidente eleito
    Luiz Inácio Lula da Silva, presidente eleito Ricardo Stuckert

    Pedro Teixeirada CNN

    em Brasília

    Após se encontrar com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que o caminho que deve ser adotado para garantir a manutenção do Bolsa Família em R$ 600 será o de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), e não o de Medida Provisória (MP). A informação é de auxiliares de Lula.

    Essa foi a primeira vez que Lula se encontrou com os presidentes das duas casas do Legislativo depois da eleição. As reuniões foram realizadas nas residências oficiais de Lira e Pacheco, em Brasília.

    Os aliados do presidente eleito disseram à reportagem que a solução é mais “forte” juridicamente e evitaria a necessidade de uma medida provisória, que chegou a ser defendida por alguns senadores, para o início do mandato, em janeiro.

    Mesmo com a opção definida, o texto da PEC deve ficar pronto após o feriado de 15 de novembro. Parlamentares da base do governo eleito indicam algumas indefinições sobre o valor necessário no orçamento para garantir o benefício com o acréscimo de R$ 150 para crianças até os seis anos de idade.

    Além das garantias do benefício, o governo eleito quer assegurar espaço para gastos com programas de habitação, como a revitalização do antigo Minha Casa Minha Vida. As estimativas variam entre R$ 100 bilhões e R$ 200 bilhões.

    Deputados de oposição ouvidos pelas CNN indicaram que o texto não deve enfrentar tantas dificuldades para ser aprovado, contudo ressaltam que pretendem “colocar limites” no valor que extrapola o teto de gastos. Alguns parlamentares defendem que o valor não “pode” ultrapassar os R$ 100 bilhões.