Lula compara reforma trabalhista a “tratamento do tempo da escravidão”

A rádio, petista disse que quer "construir uma relação de trabalho moderna, que respeite o direito de trabalhadores"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Tiago Tortellada CNN

em São Paulo

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a reforma trabalhista instituída no governo de Michel Temer, em 2017, comparando-a a um “tratamento do tempo da escravidão”.

“Lamentavelmente, o que eles fizeram foi a destruição dos direitos conquistados, oferecendo ao trabalhador o ‘nada’. Oferecendo ao trabalhador um emprego intermitente; a ideia de empreendedorismo, como se você entregar comida em uma moto, uma bicicleta, fosse empreendedorismo”, pontuou o petista em entrevista nesta terça-feira (19) à rádio Conexão 98.1 FM, do Tocantins.

“Não tem descanso semanal remunerado, não tem férias, 13º, Natal, Ano Novo. Ou seja, nós voltamos quase que a um tratamento do tempo da escravidão”, continuou Lula.

Na semana passada, o Partido dos Trabalhadores (PT) sugeriu a revogação da reforma trabalhista em uma carta-programa da federação com o PCdoB e o PV. Os petistas se referem às regras atuais como uma contrarreforma e indicam a ideia de um novo modelo de legislação.

Nesta terça, em entrevista à CNN, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, que se reuniu hoje com Lula, descartou a revogação da reforma. “Quem conhece o Congresso sabe que não é possível revogar”, disse o deputado.

Durante a entrevista desta terça, Lula destacou que recebeu um documento do movimento sindical sobre a reforma.

“Todas as centrais sindicais me apoiaram para que a gente… não é que a gente faça a revogação, porque ninguém quer de volta o passado. O que a gente quer é reconstruir uma relação de trabalho moderna, que leve em conta o mundo do trabalho de hoje, os avanços tecnológicos”, afirmou.

Ele finalizou dizendo que os trabalhadores não podem ser “reféns, sem nenhuma seguridade social”.

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