Lula diz que vai discutir “massacre” de Israel à Gaza com Macron

Presidente embarca nesta terça-feira (3) à noite para a França

Alice Groth, da CNN*, Gabriel Garcia, da CNN, Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiantou, nesta terça-feira (03), que em sua visita de Estado à França, “certamente” vai discutir conflitos como o “massacre” de Israel à Faixa de Gaza com o presidente francês Emmanuel Macron.

“Vou à França, vou ter reunião com o presidente Macron e discutir assuntos de interesses globais. Certamente vamos discutir a guerra da Rússia e da Ucrânia, certamente vamos discutir o massacre do Exército de Israel à Faixa de Gaza, certamente vamos discutir o Acordo União Europeia-Mercosul, certamente vamos discutir coisas na área da defesa”, afirmou a jornalistas.

Lula também voltou a chamar o conflito de “genocídio” e que é necessário “parar com esse vitimismo”, se referindo a acusações de que ele tem falas “antissemitas”.

“Precisa parar com esse vitimismo. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é um genocidio. E a morte de mulheres e crianças que não estão em guerra. Não dá, como ser humano, aceitar isso como se fosse uma guerra normal”, disse.

“É exatamente por conta do que o povo judeu sofreu na sua história que o governo de Israel tinha que ter bom senso no trato com o povo palestino. Só haverá paz quando tivermos consciência de que o povo palestino tem direito a sua terra”, completou o presidente.

No domingo (1º), durante convenção do PSB, o presidente classificou a ofensiva israelense como "uma vingança de um governo contra a possibilidade da criação do Estado Palestino" e acrescentou: "por detrás do massacre em busca do Hamas, o que existe na verdade é a ideia de assumir a responsabilidade e ser dono do território de Gaza".

O Itamaraty também condenou a situação na Faixa de Gaza e criticou “nos mais fortes termos” o anúncio de que Israel aprovou 22 novos assentamentos na Cisjordânia. Segundo o Ministério, a decisão é uma "ilegalidade flagrante perante o direito internacional”.

"O Brasil repudia as recorrentes medidas unilaterais tomadas pelo governo israelense, que, ao imporem situação equivalente a anexação do território palestino ocupado, comprometem a implementação da solução de dois Estados", destaca a nota.