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    Manifestantes de esquerda impedem vereador do Novo de participar de evento na Unicamp

    Fernando Holiday foi agredido e impedido de ministrar uma uma palestra sobre cotas raciais e financiamento de universidades públicas

    Daniel ReisLudmila Candalda CNN

    Em São Paulo

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    Militantes de esquerda impediram que o vereador de São Paulo Fernando Holiday (Novo), pré-candidato a deputado federal, ministrasse uma palestra sobre cotas raciais e financiamento de universidades públicas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no último dia 29. O grupo era ligado à União da Juventude Comunista (UJC Brasil).

    À CNN, Holiday disse que ele e seus colegas de partido Leo Siqueira e Lucas Pavanato, pré-candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo, foram cercados por estudantes e agredidos chutes e socos.

    “Recebi várias ameaças no Twitter, em outras redes sociais e, por isso, abri um boletim de ocorrência. O sentimento é de que, infelizmente, as universidades públicas foram tomadas por uma esquerda radical e intolerante”, afirmou o vereador.

    Em um vídeo publicado nas redes sociais de Holiday, é possível ver manifestantes cercando os políticos do Novo. “A esquerda invadiu o evento e não quer deixar a gente falar de jeito nenhum. Aqui tá cheio de pessoas radicais, antidemocráticas”, diz o vereador no vídeo.

    Segundo Holiday, os estudantes ocuparam o local do evento antes mesmo da chegada dos palestrantes e impediram a realização do mesmo. Eles também cortaram os cabos do microfone, impedindo que os políticos do Novo argumentassem.

    “Vários manifestantes vieram com os tambores, com os gritos, nos chamando de fascistas, nos mandando recuar e não deixavam a gente falar no microfone de maneira alguma, até que em um determinado momento tomaram o microfone da minha mão e com o dente arrancaram o cabo do microfone fazendo com que o evento se tornasse completamente inviável”, disse Holiday à CNN.

    “Logo depois disso, com várias agressões, com chutes e socos, tivemos que nos retirar do auditório onde o evento aconteceria. E a segurança da universidade teve que nos escoltar até a saída do campus”, acrescentou.

    Em nota, a Unicamp afirmou que é, historicamente, reconhecida como um espaço aberto ao debate de ideias, onde as divergências sempre estiveram subordinadas aos respeito às diferenças e condenou “quaisquer atos que, em detrimento do debate democrático, resultem em manifestações de violência”.

    “Atividades acadêmicas com lideranças e atores políticos, promovidas por órgãos, instâncias e/ou entidades internas à Universidade são reconhecidas como legítimas pela Reitoria, sendo necessário atender às normas previstas para uso e ocupação dos espaços dos campi”, diz a nota da Universidade.

    Através do Twitter, a UJC assumiu a expulsão dos membros do partido Novo. “Não daremos um minuto de trégua aos responsáveis por fazer com que a nossa classe tenha que enfrentar a fome, o desemprego, a miséria e o sofrimento psíquico. O neoliberalismo não se debate, se destrói”, diz a UJC.

    Debate

    A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

    *Publicado por Renan Porto

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