Marcus Vinicius Rodrigues é cotado para o MEC; veja quem são os outros nomes 

Ele estava na mesma lista em que apareciam os nomes de Renato Feder, que Bolsonaro desconvidou para o cargo de ministro e de Decotelli

Marcus Vinicius Rodrigues é professor da FGV, engenheiro, ex-presidente do INEP
Marcus Vinicius Rodrigues é professor da FGV, engenheiro, ex-presidente do INEP Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Basília Rodriguesda CNN

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Bolsonaro chamou mais um nome entre os cotados a ministro da Educação para conversar nesta segunda-feira (6). Marcus Vinicius Rodrigues é professor da FGV, engenheiro, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tem bom trânsito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ajudou no projeto de reestruturação de cargos da casa e tem fama de bom gestor.

Marcus Vinicius estava na mesma lista em que apareciam os nomes de Renato Feder, que Bolsonaro desconvidou para o cargo de ministro e de Carlos Alberto Decotelli, que não tomou posse, apesar de nomeado ao cargo. O objetivo era substituir Abraham Weintraub, ex-ministro da pasta. Logo que Decotelli caiu, no entanto, o presidente se voltou à lista novamente e de lá pescou outros cotados.

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Com apoio da ala ideológica, há o nome da secretária nacional de Educação Básica, Ilona Becskeházy.   
Doutora em política educacional pela USP, Ilona assumiu a secretaria no MEC em abril. Ela é uma das autoras do currículo de Língua Portuguesa em Sobral (CE), uma das referências na educação pública brasileira.  

Em um dos cenários construídos por apoiadores do Planalto, haveria uma dupla indicação. Ilona seria ministra e Sergio Santanna assumiria como secretário executivo da pasta.

Correndo por fora, há o educador Aristides Cimadon. Ele também deve se reunir com o presidente nesta segunda. O nome dele foi indicado por parlamentares de Santa Catarina. 

Cimadon tem 70 anos, é reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina, tem graduação em Filosofia e Pedagogia, pela Universidade de Passo Fundo, e bacharelado em Direito pela instituição onde hoje é reitor. Em 2017, ele abriu as portas da Universidade para sediar palestras do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

É descrito por apoiadores como alguém conciliador, de “fala mansa” e que “não vai trazer problemas para Bolsonaro”. Um conterrâneo dele defendeu que será difícil encontrar uma “falta grave” no histórico de Aristides.

É grande a expectativa no Planalto para que o presidente Jair Bolsonaro anuncie hoje quem é o novo ministro da Educação.

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