Mato Grosso do Sul: veja quem são os pré-candidatos ao governo e ao Senado

Pré-candidatos disputam cargo após dois mantados consecutivos do governador Reinaldo Azambuja

Governadoria, em Campo Grande, sede do governo de Mato Grosso do Sul
Governadoria, em Campo Grande, sede do governo de Mato Grosso do Sul Governo de Mato Grosso do Sul

Brayan Valênciocolaboração para a CNN

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Um levantamento realizado pela CNN apontou quem são os pré-candidatos para o governo estadual e para o Senado em Mato Grosso do Sul.

Os partidos podem mudar as indicações até 5 de agosto, quando acaba o prazo para a escolha de candidatos e candidatas.

Os pré-candidatos ao governo estadual

Como o atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), está concluindo o segundo mandato, ele não pode disputar a reeleição, e representantes de alas políticas tentarão sucedê-lo.

Eduardo Riedel (PSDB) é o pré-candidato governista na disputa. Sem nunca ter disputado eleições, o ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul chegou a ser nomeado uma das cem personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro. Sua atuação à frente de instituições privadas e de categorias organizadas atraíram apoio político.

O ex-governador André Puccinelli é pré-candidato pelo MDB. Também ex-prefeito de Campo Grande, tem 40 anos de carreira política. Nascido na Itália, o médico foi governador por dois mandatos, entre 2007 e 2015.

Marquinhos Trad (PSD) se apresentou para a disputa estadual desde que renunciou à prefeitura de Campo Grande para pleitear o governo. Filho do senador Nelsinho Trad (PSD), ele também foi vereador e deputado estadual antes de ser duas vezes eleito para comandar a capital.

No União Brasil, a deputada federal Rose Modesto é a pré-candidata. Como o apoio do atual governador foi declarado para Riedel, Rose se desfiliou do PSDB para se lançar candidata. A professora já foi vereadora, vice-governadora e está em seu primeiro mandato em Brasília. Ela também já tentou ser prefeita de Campo Grande.

Renan Barbosa Contar, o Capitão Contar (PRTB), busca ser o nome do bolsonarismo em Mato Grosso do Sul. Deputado estadual em primeiro mandato, ele se elegeu na onda conservadora e de renovação que marcou o pleito de 2018.

Os pré-candidatos ao Senado

Com a vaga da atual senadora Simone Tebet (MDB) em disputa, dois cenários são possíveis: ela pode confirmar a candidatura à Presidência da República, abrindo espaço para concorrentes, ou pode optar pela tentativa de reeleição.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo Bolsonaro, deixou o cargo no início de abril para concorrer a uma cadeira no Senado. Filiada recentemente ao PP, Cristina foi duas vezes eleita deputada federal pelo estado.

O ex-deputado federal e ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, do União Brasil, também deverá estar na disputa. Popular no começo da pandemia, Mandetta virou crítico da gestão federal ao discordar da forma de combate à Covid-19 adotada pelo presidente. Chegou a cogitar uma candidatura ao Planalto, mas sua assessoria de imprensa confirma que ele tentará chegar ao Senado.

O ex-juiz federal Odilon de Oliveira (PSD) é mais um pré-candidato já anunciado. Ele chegou ao segundo turno da disputa para governador em 2018 e perdeu para Azambuja. O ex-juiz conta com o apoio do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

O primeiro turno da eleição de 2022 está marcado para acontecer no primeiro domingo de outubro, dia 2. E, caso seja necessário, o segundo turno será realizado no dia 30 do mesmo mês.

Confira abaixo os senadores cujos mandatos terminam em 2023. As vagas deles no Senado estarão em jogo nas eleições deste ano

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto pela TV e por nossas plataformas digitais.

* Com informações de Isabela Filardi, Gabriela Ghiraldelli, Salma Freua Leonardo Rodrigues, da CNN, em São Paulo

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