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    Mistério da caneta: Lula telefonou ontem para apoiador que deu presente

    O que se sabe até agora são versões contraditórias e misteriosas que começaram no primeiro ato de Lula como presidente

    Caneta Montblanc Scott Fitzgerald, da Writers Series, criada em 2002
    Caneta Montblanc Scott Fitzgerald, da Writers Series, criada em 2002 Reprodução Montblanc

    Marcos GuedesRudá Moreirada CNN

    Em São Paulo e Brasília

    O funcionário público Fernando Menezes, de 68 anos, disse com poucas palavras que nesta quarta-feira (4) recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a história da caneta dada por ele, em 1989, ao presidente, ganhar repercussão.

    “Sim. Ele ligou pra mim pra conversar um pouco. Foi uma conversa entre petistas”, disse Menezes, por telefone, sem estender a conversa.

    À CNN, o Palácio do Planalto confirmou que o presidente Lula conversou com Fernando Menezes, que o presenteou com a caneta usada na posse, por meio de uma ligação, nesta quarta (4).

    A assessoria da Presidência, porém, não informou mais detalhes sobre a conversa e se limitou em reafirmar que a caneta é sim de 1989. Assim como Menezes: “Foi a caneta que eu dei pro Lula”, explica.

    Esse é mais um capítulo envolvendo o Presidente da República e o apoiador de longa data que vive no estado do Piauí e que diz ter comprado a caneta em uma loja que não existe mais. No meio dessa história, há uma caneta, dada como presente em 1989, semelhante a um item de luxo, que só foi lançado 13 anos mais tarde, em 2002.

    A MontBlanc, marca da caneta que custa R$ 6 mil reais e que só pode ser comprada em sites de revenda, uma vez que a versão já se esgotou, diz que o item usado por Lula aparentemente é de uma coleção dedicada aos grandes nomes da literatura mundial.

    “Aparentemente, é uma caneta da coleção Montblanc Writers, dedicada aos grandes nomes da literatura mundial. Mas não afirmamos com 100% de certeza, porque não temos a peça em mãos. É arriscado afirmar com toda segurança, sem uma avaliação precisa.”, diz em nota.

    O que se sabe até agora são versões contraditórias e misteriosas que começaram no primeiro ato de Lula como presidente durante a posse do terceiro mandato, no último domingo (1º). Segundo Lula, o gesto teve como intenção homenagear o povo e o Estado do Piauí.