Molica: Objetivo de inquérito da PF sobre ataque ao TSE é pressionar Bolsonaro

No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (19), o comentarista Fernando Molica analisa prazo para a Polícia Federal ouvir o presidente sobre vazamento de documentos sigilosos

Gabriel Fernedada CNN

Em São Paulo

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No Liberdade de Opinião desta quarta-feira (19), Fernando Molica analisou o prazo estabelecido de 28 de janeiro para a Polícia Federal (PF) ouvir o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre vazamento de documentos sigilosos de um inquérito envolvendo um ataque hacker no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo fontes ouvidas pela CNN, o prazo foi estabelecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura a conduta de Bolsonaro no caso.

Para Molica, o objetivo principal da investigação da PF é pressionar o presidente da República, para que não haja a disseminação de informação falsas.

“O presidente é acusado de ter vazado informações falsas de um inquérito que tratava da invasão de um sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele pega essa informação e dá uma versão falsa, insinuando que esta invasão mostraria uma ameaça ao resultado de eleições. Tudo isso com objetivo em prol do voto impresso.

“O objetivo principal dessa investigação é botar um freio no presidente. É uma tentativa de pressionar o presidente, para que ele não continuar com essa informação falsa“, completou.

O comentarista da CNN também reforçou a segurança da urna eletrônica usada no processo eleitoral brasileiro. “As urnas são estanques, são fechadas, não são ligadas à internet. O sistema se encerra dentro da própria urna. Se houver falha no processo, ela é facilmente auditável.

Pressão de servidores

Quase 40 categorias do funcionalismo público fizeram uma manifestação na terça-feira (18) em Brasília para reclamar da falta de reajuste salarial. Os profissionais alegam que, até o momento, o orçamento deste ano só prevê aumento para agentes de segurança e pedem uma reunião com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Aliança entre PT e PSB

O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, cobrou uma postura mais solidária do Partido dos Trabalhadores (PT) para uma possível frente de esquerda nas eleições deste ano. Pelas redes sociais, Siqueira escreveu que o PSB está em negociações para colaborar com a candidatura de Lula à Presidência, mas que o PT precisa vencer a “visão exclusivista”.

Redução de público no Carnaval

Após a maior parte das capitais brasileiras cancelar o Carnaval de rua, as atenções se voltaram às festas nos sambódromos. No Rio, a Liga das Escolas de Samba (Liesa) se posicionou contra a limitação de público na Sapucaí e o uso obrigatório de máscaras. Já São Paulo confirmou à CNN que apenas 70% da capacidade total do Sambódromo do Anhembi será liberado.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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