Moraes privilegia informação ao divulgar vídeo de Bolsonaro, diz professor

Professor de Direito Penal Fernando Capano analisa a motivação jurídica da divulgação das imagens da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

A decisão de Alexandre de Moraes de divulgar vídeo relacionado à tentativa de violação da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro foi pautada pela priorização do direito à informação, segundo análise do professor de Direito Penal Fernando Capano, no CNN Newsroom.

De acordo com o especialista, embora as imagens não necessitassem ser divulgadas obrigatoriamente, a regra no processo penal brasileiro é que os processos sejam publicizados. "Não haveria, a princípio, elementos para manter o vídeo em sigilo", avalia Capano.

Ponderação entre direitos constitucionais

Capano explica que houve uma análise entre dois valores constitucionais de igual importância: o direito à intimidade e o direito à informação. Neste caso específico, considerando a alta relevância política e institucional do caso, prevaleceu a escolha pela publicidade.

O professor ressalta que esta decisão está dentro das atribuições regimentais e legais do relator do processo. "Entre o direito de intimidade, por exemplo, e o direito de informação, no caso concreto, muito provavelmente, o ministro Alexandre entendeu que era caso de privilegiar a lógica da publicidade", afirmou.

A ordem de prisão preventiva de Bolsonaro foi emitida na madrugada de sábado (22), após ser constatada uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.