Moro encontra resistência em ala da cúpula do União Brasil

Integrantes do DEM consideram que agenda do ex-juiz está descolada da realidade do eleitorado

Thais Arbexda CNN

em Brasília

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O avanço das conversas para que o ex-juiz Sergio Moro troque o Podemos pelo União Brasil, partido que nascerá da fusão entre o PSL e o DEM, tem encontrado um entrave em ala expressiva da nova sigla.

Segundo relatos feitos à CNN, integrantes do DEM têm dito que o caminho para um eventual ingresso de Moro no União atenderia, exclusivamente, a um desejo de Luciano Bivar, o cacique do PSL.

O pano de fundo para a rejeição do DEM ao nome de Moro é o resultado de pesquisas qualitativas apresentadas a lideranças do partido. Segundo relatos feitos à CNN, elas mostram que, hoje, a eleição de 2022 será a da “comida no prato”. Ou seja, a pauta econômica — com aumento da inflação, desemprego e da fome no país — será a principal preocupação do eleitor e, nesse contexto, a agenda de combate à corrupção fica escanteada.

A avaliação da cúpula do DEM, de acordo com as avaliações feitas à CNN, é a de que o sentimento do eleitorado dificilmente vai mudar até outubro e que União Brasil não pode se colar numa agenda que estaria descolada da realidade atual.

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