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    Movimento negro dá voto de confiança a Dino e cobra indicação de pessoas negras para equipe no STF

    Em nota, Educafro, que fez campanha pela escolha de mulheres negras para a Suprema Corte, disse ter lista com 20 nomes de pessoas pretas e pardas para gabinete

    Basília Rodriguesda CNN

    Brasília

    A indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi um balde de água fria nos movimentos que defendiam a indicação de uma mulher negra para Suprema Corte.

    Apesar de o ministro se identificar com a cor parda, a escolha dele não está associada à bandeira da diversidade, na avaliação de ativistas da causa racial.

    Em nota, o Educafro, uma das principais instituições organizadas da causa negra, afirmou que a escolha de Dino não foi o que esperavam pela questão de equidade racial.

    Ao mesmo tempo, a entidade afirma que reconhece o compromisso de Dino com a comunidade afro-brasileira e cobrou o emprego de pessoas negras na equipe do futuro ministro do STF.

    “Diante desse compromisso com a questão racial, temos certeza de que, no mínimo, metade do seu futuro gabinete no STF será formado por pessoas negras-pretas ou negras-pardas, de elevada capacidade técnica e intelectual. Já temos mais de 20 nomes, prontos para serem apresentados, assim que solicitados. Assim prepararemos futuros Ministros afro-brasileiros, a partir do trabalho no gabinete do STF”, afirmou Frei Davi, diretor-executivo da Educafro.

    A entidade ressaltou que o ato político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de subir a rampa do Planalto, dia da posse, em janeiro, gerou expectativas de progresso para comunidade negra.

    “Uma pessoa negra para a Suprema Corte, era e é uma questão de reparação histórica e compreensão do que é equidade. Entretanto temos a compreensão que o Presidente Lula tem uma missão importantíssima que é reestruturar o Brasil diante de um cenário político ainda muito delicado e indefinido”.

    Homem pardo

    Consta nas declarações à justiça eleitoral preenchidas por Dino que ele se declarou branco nas eleições de 2014. Nos pleitos seguintes, 2018 e 2022, a cor declarada foi parda.

    Dino foi indicado à vaga aberta pela aposentadoria de Rosa Weber. A foto divulgada pelo Planalto, com Lula, para confirmar a indicação foi alvo de críticas nas redes sociais de internautas que reclamaram da falta de pessoas negras e também de mulheres na imagem.

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