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    MP-SP pede condenação de Fernando Cury por importunação sexual contra Isa Penna

    Ex-deputado enfrenta última fase do julgamento sobre o episódio que ocorreu durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2020

    O ex-deputado estadual Fernando Cury
    O ex-deputado estadual Fernando Cury Alesp/Divulgação

    Renato Pereirada CNN

    Em São Paulo

    O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do ex-deputado estadual Fernando Cury (União Brasil) por importunação sexual contra a ex-deputada Isa Penna (PCdoB).

    Segundo a Promotoria, apesar de Cury ter negado a intenção de assediar ou importunar sexualmente a ex-parlamentar, as imagens da sessão que mostram que o deputado abraça e desliza as mãos pela costela e seios de Isa deixariam claro que houve importunação.

    Cury começou a ser julgado no dia 27 de julho na 18ª Vara Criminal de São Paulo.

    Esta é a última fase do processo que julga o ex-deputado. Já foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação.

    A CNN pediu ao MP-SP detalhes sobre o pedido de condenação, mas o órgão informou, por meio de nota, que “diante do sigilo decretado pelo judiciário não poderiam passar informações sobre o caso”.

    Procurada, a defesa de Fernando Cury afirmou que a posição do MP já era esperada, uma vez que se trata de um “órgão acusatório”.

    “Embora divorciada da prova amealhada no processo, a posição ministerial já era esperada, até porque se trata de órgão acusatório. De qualquer forma, em suas alegações finais, que serão apresentadas no momento processual oportuno, a defesa irá demonstrar e comprovar a inocência do ex-deputado Fernando Cury”, diz a nota.

    Relembre o caso

    Em dezembro de 2020, Cury foi flagrado pelo sistema de câmera da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) apalpando os seios da parlamentar.

    Cury foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em abril de 2021, que foi recebida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em dezembro do mesmo ano.

    Ele chegou a ser suspenso do mandato de deputado estadual por 180 dias, a partir de uma decisão do Conselho de Ética da Casa.

    Na ocasião, o suplente, Padre Afonso, assumiu o cargo. Em razão do episódio de assédio, Cury também foi expulso do Cidadania, partido do qual fazia parte na época.

    Em 15 de junho de 2023, quando a Justiça marcou a audiência, Isa Penna afirmou à CNN que a situação ainda traz “gatilho muito forte” e que o processo tem sido muito demorado.

    “Eu me sinto indignada e injustiçada. Injustiçada pela demora e o descaso e indignada porque se uma deputada foi tratada desse jeito, as mulheres com menos visibilidade sofrem ainda mais. Eu estou com a expectativa de que esse caso e o desfecho desse caso seja precedente histórico na luta das mulheres e sirva para todas nós”, comentou.

    Em entrevista à CNN em outubro de 2021, Cury admitiu que fez um “ato inadequado”, mas disse que não cometeu crime.