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    Múcio diz a Lula que, se aparecerem mais militares, serão punidos, dizem fontes

    Ministro da Defesa se reuniu nesta sexta-feira (16) com o presidente, após a divulgação de novas mensagens com teor golpista

    O ministro da Defesa, José Múcio (c), durante entrevista coletiva
    O ministro da Defesa, José Múcio (c), durante entrevista coletiva Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 20.jan.2023

    Raquel Landimda CNN

    Em São Paulo

    Em reunião no Palácio do Alvorada nesta sexta-feira (16), o ministro da Defesa, José Múcio, e o comandante do Exército, general Thomas Paiva, disseram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que todos os militares que aparecerem nas investigações da Polícia Federal (PF) sobre os atos golpistas serão punidos, conforme apurou a CNN.

    A reunião ocorreu depois que a revista “Veja” revelou diálogos por mensagem de celular entre o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e o coronel Jean Lawand, que trabalha na subchefia de assuntos estratégicos em Brasília, tramando um golpe de Estado.

    Múcio esclareceu que o coronel não seria mais promovido para uma missão a Washington, prevista para começar em janeiro do ano que vem. Ele permanece no Brasil para responder às investigações, embora também siga no cargo, já que tem estabilidade, e o Exército avalia que não pode tomar uma decisão sumária.

    Paiva também informou que o coronel não faz parte do Estado-Maior do Exército, no qual só tem assento generais de quatro estrelas. O coronel é amigo de Cid, e foi nessa condição que manteve os diálogos.

    Segundo relatos de fontes próximas, esse assunto dominou apenas 10 min de 1h30min de conversa. O restante foi dedicado a investimentos nas Forças Armadas.

    A CNN procurou Mauro Cid para comentar o caso e aguarda retorno. E ainda tenta contato com o coronel Lawand.

    Nota do Centro de Comunicação do Exército

    “Sobre trocas de mensagens entre o Coronel Jean Lawand Junior e o ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, Tenente-Coronel Mauro Cid, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que:

    Opiniões e comentários pessoais não representam o pensamento da cadeia de comando do Exército Brasileiro e tampouco o posicionamento oficial da Força.

    Como Instituição de Estado, apartidária, o Exército prima sempre pela legalidade e pelo respeito aos preceitos constitucionais.

    Os fatos recentes somente ratificam e comprovam a atitude legalista do Exército de Caxias.

    Eventuais condutas individuais julgadas irregulares serão tratadas no âmbito judicial, observando o devido processo legal.

    Na esfera administrativa, as medidas cabíveis já estão sendo adotadas no âmbito da Força.

    Em relação à função do Cel Lawand, citado na matéria da Revista Veja como Subchefe do Estado-Maior do Exército, este Centro esclarece que o referido militar serve no Escritório de Projetos Estratégicos do Estado-Maior do Exército.

    Por fim, consciente de sua missão constitucional e do compromisso histórico com a sociedade brasileira, o Exército reafirma sua responsabilidade pela fiel observância dos preceitos legais e preservação dos princípios éticos e valores morais.”