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    “Nunca consideramos intervenção militar pós-eleições”, diz futuro 02 do Exército

    General Fernando Soares caracterizou a ideia como "ilegal" e criticou os atos de 8 de janeiro, em Brasília

    Militares do Exército durante desfile em Brasília
    Militares do Exército durante desfile em Brasília Antonio Cruz/Agência Brasil

    Elijonas Maiada CNN

    em Brasília

    Atual comandante militar do Sul, o general Fernando Soares afirmou que nunca foi considerada uma intervenção militar por parte do Exército após o segundo turno das eleições do ano passado, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e derrota de Jair Bolsonaro (PL).

    “Após o segundo turno das eleições do ano passado muita gente se concentrou nas proximidades das organizações militares no Brasil todo. Essas pessoas, de alguma maneira, esperavam algum tipo de intervenção militar, que nunca foi considerada. Nós nunca consideramos fazer nenhum tipo de intervenção para modificar resultado de eleição. Nunca foi considerado pelo Exército. Eu sou do alto comando e sento na mesa de reuniões e nunca foi considerada essa possibilidade”, disse o general em entrevista à Rádio Guaíba.

    O militar disse que seria ilegal qualquer intervenção. “Os problemas políticos têm que ser resolvidos no âmbito da política. A política tem solução pra tudo. Não cabe às Forças Armadas resolver problema político. A solução não era nenhum tipo de intervenção, porque não nos cabe. É ilegal e não seria bom para o Brasil. Se a gente tivesse feito intervenção, seria uma machadada, e não um arranhão”, declarou.

    General Soares também criticou os atos do dia 8 de janeiro. “Essas pessoas acreditavam que isso pudesse acontecer, que nunca aconteceu, não estava no nosso horizonte fazer qualquer tipo de intervenção. E quando não aconteceu essas pessoas ficaram frustradas, especialmente depois do episódio de 8 de janeiro, em Brasília, quando houve aquele vandalismo gigante, de aspecto reprovável, um crime”.

    Fernando Soares deve ser anunciado como comandante de Estado-Maior. É o segundo maior posto na hierarquia, abaixo apenas do próprio comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva.