Ômicron avança e afeta Carnaval; Bolsonaro renova críticas à vacinação infantil

Novo episódio do podcast Horário de Brasília apresenta também um giro pelas movimentações dos principais pré-candidatos no início do ano eleitoral

Renata AgostiniDaniela Limada CNN

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A variante Ômicron se tornou motivo de preocupação no Brasil nas últimas semanas ao se espalhar pelo país e elevar de forma acelerada o número de casos de Covid-19. Mas, em meio à disseminação da nova cepa do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se mantém alheio ao debate sobre como mitigar os prejuízos à população da nova fase da pandemia.

Governadores e prefeitos vêm destrinchando dados para subsidiar os novos passos e, de forma preventiva, muitas capitais já estão cancelando os festejos de Carnaval. Isso porque as celebrações de fim de ano já elevaram exponencialmente a busca por atendimento, e algumas cidades já registram escassez de leitos de enfermaria.

Bolsonaro, no entanto, optou por se dedicar nos últimos dias a reiterar sua oposição à vacinação infantil, contrariando especialistas, cientistas e o seu próprio ministério, que garante a segurança do imunizante e anunciou o início do uso da vacina em crianças no país.

Sem apresentar qualquer dado concreto, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida a intenção de integrantes da Anvisa em dar aval à aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.

Neste episódio do Horário de Brasília, Daniela Lima e Renata Agostini contam os bastidores de como a postura presidencial contrasta há meses com a de técnicos da Saúde. Eles já vinham sendo informados do andamento da análise da vacina infantil na Anvisa e já mantinham, inclusive, contatos com a Pfizer na tentativa de antecipar encomendas. Diante da relutância no anúncio sobre o início da vacinação em crianças, o ministro Marcelo Queiroga foi escolhido a “Figurinha da Semana” no podcast.

No quadro Dicionário de Brasília, especialistas como Renato Kfouri e Ludmilla Hajjar foram ouvidos para esclarecer dúvidas sobre a segurança da vacinação em crianças de 5 a 11 anos.

O episódio apresenta ainda o já tradicional giro eleitoral. O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) inicia o ano com um passeio pelo Nordeste. Ele está na Paraíba e, em fevereiro, ampliará o tour pela região, passando por Piauí e Ceará. No QG de Ciro Gomes (PDT), a ordem é preparar artilharia para cima de Moro e trabalhar para desidratar sua campanha o quando antes.

Já Bolsonaro deixou claro aos aliados: quem apontará seu vice será ele. O escolhido terá de se filiar ao PP. Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue a trilha internacional. Após Europa e Argentina, o petista mira encontros no México.

Apresentado por Daniela e Renata, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer. Após a pausa de fim de ano, o Horário de Brasília volta com um novo episódio em 7 de janeiro.

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