Pacheco pede diálogo e "rápida solução negociada" entre Rússia e Ucrânia

Presidente do Congresso Nacional afirmou que magnitude do conflito "têm potencial de impactos político, econômico e social difíceis de imaginar"

Basília Rodrigues, da CNN*, em Brasília
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu nesta sexta-feira (24) que a Rússia e a Ucrânia dialoguem para encontrarem uma "rápida solução negociada" diante da invasão russa ao país vizinho.

Pacheco defendeu um diálogo "amplo, pacífico e democrático" entre os países.

"Consoante a política externa brasileira, que historicamente tem-se orientado pela busca da paz e pela solução negociada dos conflitos internacionais, como presidente do Congresso Nacional e, em nome de meus pares, reafirmamos a necessidade de um diálogo amplo, pacífico e democrático com vistas a uma rápida solução negociada que contemple os legítimos interesses das partes envolvidas", diz a nota oficial.

O presidente do Congresso Nacional afirmou que a magnitude da crise atual entre a Rússia e a Ucrânia "têm potencial de impactos político, econômico e social difíceis mesmo de imaginar".

A nota reafirma a "crença na democracia, na convivência harmoniosa, no respeito aos direitos humanos e no multilateralismo consagrado pelos princípios das Nações Unidas nos leva a renovar nossa melhor expectativa no que se refere ao encaminhamento de uma solução pacífica, mutuamente acordada, para o atual conflito e condicente, portanto, com o desafio coletivo de levarmos continuamente adiante o processo de crescimento da civilização".

Entenda o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país - acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma "operação militar especial" na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito. A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou

*Publicado por Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo
*Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN