PEC 6x1: PL e PT têm mais cadeiras e comissão deve ser instalada na quarta

Pelo critério de proporcionalidade, PL e federação governista devem disputar o controle do colegiado; líderes iniciaram indicações dos deputados que vão compor a comissão

Lorenzo Santiago e Emilly Behnke, da CNN Brasil
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A comissão especial da Câmara que vai debater o fim da jornada de trabalho 6x1 tem o PL e a federação governista formada por PT, PC do B e PV com as maiores representações. A sigla da direita terá sete cadeiras, enquanto o grupo de esquerda tem seis lugares. A instalação da comissão deve ser formalizada na quarta-feira (29).

Os ajustes finais da formação do órgão colegiado devem se dar durante a reunião de líderes da Casa nesta terça-feira (28), prevista para às 14h. A expectativa é que sejam definidos o relator e o presidente da comissão durante o encontro.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já disse que pretende também debater o cronograma da comissão e acelerar o rito para garantir aprovação na Casa até maio. Esse é outro tópico que deve ser levado às lideranças.

A comissão foi criada na sexta-feira (24) e cabe aos chefes de bancada indicar os integrantes. A composição segue a distribuição proporcional dos partidos na Câmara. No total, são 38 vagas de titulares e igual número de suplentes.

Além de PT e PL, o União terá quatro cadeiras e o PP, o MDB, o Republicanos e o PSD terão três cada um. Completam a lista Podemos, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, PRD, Novo e as federações Psol-Rede e PSDB-Cidadania, com uma cadeira cada.

Os primeiros nomes indicados foram os das deputadas Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das propostas em análise, e Lídice da Mata (PSB-BA).

Veja abaixo divisão de vagas na comissão especial que vai analisar a proposta de redução da jornada de trabalho:

  • PL - 7 vagas
  • Federação PT/PV/PCdoB - 6 vagas
  • União - 4 vagas
  • PP - 3 vagas
  • MDB - 3 vagas
  • Republicanos - 3 vagas
  • PSD - 3 vagas
  • Podemos - 1 vaga
  • PDT - 1 vaga
  • PSB - 1 vaga
  • Avante - 1 vaga
  • Solidariedade - 1 vaga
  • PRD - 1 vaga
  • Novo - 1 vaga
  • Federação Psol-Rede - 1 vaga
  • Federação PSDB-Cidadania - 1 vaga

Análise acelerada

A comissão vai analisar o mérito da proposta, ou seja, as mudanças constitucionais. Serão analisadas duas propostas que tramitam em conjunto, uma de 2019 e outra apresentada no ano passado.

Ambas propõem a redução da jornada sem perdas salariais para o trabalhador. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou as propostas na semana passada, o que abriu caminho para o tema avançar na Casa.

A comissão especial deverá analisar, por exemplo, a possibilidade de um período de transição. Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.

O aval na comissão especial depende da apresentação do relatório. O período mínimo para isso é de dez sessões do plenário. Depois disso, o relator pode apresentar o parecer e colocar em votação.

Depois de analisada no colegiado, a proposta deverá seguir para a votação no plenário. Motta pretende acelerar a tramitação. A ideia do presidente da Casa é votar a PEC no plenário até o final de maio e conseguir ter a aprovação no Congresso ainda no primeiro semestre.