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    Pesquisa Atlas: 67% dizem que Forças Armadas tiveram imagem impactada pelo caso das joias

    Levantamento coletou respostas de 700 pessoas virtualmente nos dias 14 e 15; nível de confiança é de 95%, e a margem de erro, de 4 pontos percentuais, para mais e para menos

    Mauro Cid e seu pai foram alvo de operação da PF nesta sexta-feira (11)
    Mauro Cid e seu pai foram alvo de operação da PF nesta sexta-feira (11) Arte

    Raquel LandimLéo Lopesda CNN

    em São Paulo

    Uma pesquisa Atlas divulgada nesta quarta-feira (16) aponta que 67% dos brasileiros tiveram uma mudança negativa em sua percepção sobre as Forças Armadas por conta do caso de desvio de joias do patrimônio público presenteadas por autoridades estrangeiras.

    O levantamento coletou respostas de 700 pessoas virtualmente entre segunda (14) e terça-feira (15). O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro, de 4 pontos percentuais, para mais e para menos.

    Veja: Entenda a venda ilegal de joias da Presidência

    Os entrevistados foram questionados se o caso das joias teve algum impacto na percepção que tinham sobre as Forças Armadas, Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e a Polícia Federal. As Forças Armadas e Bolsonaro tiveram maior impacto negativo, como mostra o gráfico abaixo.

    Pesquisa Atlas: O caso das joias teve algum impacto na sua percepção sobre os atores a seguir? Impactou muito negativamente: 44% Forças Armadas, 37% Jair Bolsonaro, 37% Michelle Bolsonaro, 24% Polícia Federal (PF). Impactou negativamente: Forças Armadas 23%, Bolsonaro 17%, Michelle 15%, PF 20%. Não impactou: Forças Armadas 28%, Bolsonaro 37%, Michelle 39%, PF 27%. Impactou positivamente: Forças Armadas 2%, Bolsonaro, 2%, Michelle 5%, PF 18%. Impactou muito positivamente: Forças Armadas 4%, Bolsonaro 7%, Michelle 5%, PF 12%.
    Pesquisa Atlas sobre o caso das joias desviadas do acervo público envolvendo Bolsonaro e aliados. / Reprodução

    De acordo com a pesquisa, praticamente três em cada quatro pessoas acredita estar bem informada sobre as investigações da Polícia Federal (PF) sobre as tentativas de vendas de joias recebidas por Bolsonaro durante seu mandato – 72,7% dos brasileiros.

    Outros 20,9% disseram que ouviram falar do assunto, mas não estavam muito informados, e outros 6,4% não ouviram falar do assunto.

    Questionados se acreditam no envolvimento direto do ex-presidente no desvio das joias do acervo da Presidência e na tentativa de vendê-las, mais da metade respondeu afirmativamente.

    Pesquisa Atlas: Envolvimento direto de Bolsonaro no caso das joias

    • Sim: 54,3%
    • Não: 35,6%
    • Não Sei: 10%

    Questionados se Bolsonaro “cometeu algum crime ou algum erro” no caso das joias, 49,1% respondeu que o ex-presidente cometeu um crime, 30,8%, que não cometeu nenhum crime e nenhum erro, 11,4%, que cometeu um erro político, mas não um crime, e 8,6%, não soube responder.

    A pesquisa afirma que foi observada “uma forte polarização” nas respostas.

    A Atlas aponta que quase 100% daqueles que acreditam que Bolsonaro cometeu crime afirmaram que não votariam nele caso as eleições fossem no próximo domingo. Inversamente, entre aqueles que não acreditam que houve crime ou erro, aproximadamente 94% afirmaram que votariam com certeza ou provavelmente.

    A AtlasIntel ainda perguntou aos entrevistados se acreditam que Bolsonaro é vítima de uma “caça às bruxas” no caso das joias. 49,8% respondeu que não, 40,5%, sim, e 9,7%, não soube.

    Veja: Análise: O impacto para Bolsonaro do escândalo de venda de joias

    Além disso, mais da metade dos entrevistados (65,4%) foram favoráveis aos pedidos da PF para quebrar os sigilos bancários de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Uma parcela 29,7% dos entrevistados foi contrária, e 4,9% não souberam responder.

    Na última sexta-feira (11), a Polícia Federal (PF) lançou uma operação que teve como alvo o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, seu pai, Mauro Lourena Cid, e outros aliados de Bolsonaro investiga a “utilização da estrutura do Estado brasileiro para desviar e vender bens de alto valor patrimonial entregues de presente por autoridades estrangeiras em missões oficiais”.

    A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De acordo com a decisão de Moraes, a investigação da PF trata de quatro conjunto de itens presenteados ao governo brasileiro por autoridades estrangeiras.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em nota, na sexta-feira (11), que o ex-presidente “jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos”.

    Veja também: Caso das joias: PL fará pesquisas sobre Bolsonaro e Michelle