PF evita embate e responde Toffoli nos autos do processo do Caso Master

Ministro citou “falta de empenho” ao cobrar explicações de diretor-geral por “inércia” para cumprir determinação do Supremo; ação está sob sigilo absoluto

Tainá Falcão e Elijonas Maia, da CNN Brasil, Brasília
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, evitou embate público e decidiu responder a cobrança do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) apenas nos autos do processo sobre o caso Master, que está sob sigilo imposto pelo próprio magistrado.

Toffoli cobrou a PF pelo que chamou de “falta de empenho” no cumprimento dos prazos para realizar mandados de prisão e e buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro. O ministro relata ter assinado despacho ainda na segunda-feira (12), às 14h52, para que a operação ocorresse no prazo de 24h. Ou seja, na terça (13). A operação, no entanto, foi realizada na manhã desta quarta (14).

 

“Causa espécie a esse Relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaracterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”, afirmou o ministro.

Investigadores ouvidos pela CNN, sob reserva, consideraram a cobrança indevida. O argumento é de que operações podem levar dias para serem organizadas logisticamente e operacionalmente. No caso da ação autorizada por Toffoli, foram cumpridos 42 mandados em cinco estados brasileiros, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens

Delegados ressaltam, ainda na condição de anonimato, que os pedidos foram feitos pela PF no ano passado. Desde então, a investigação estaria aguardando resposta do ministro.