PF faz backup de contratos do governo do Rio e ação gera apagão no sistema

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), é alvo da Operação Placebo, que apura desvios na saúde pública do Rio

Fernando Molicada CNN

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Após a deflagração da Operação Placebo, a Polícia Federal já começou a fazer a backup de informações que constam nos sistemas sobre pagamentos e contratos do governo do estado do Rio de Janeiro. A informação foi apurada pelo produtor Leandro Resende, da CNN, e divulgada pelo analista de política Fernando Molica, da CNN, nesta terça-feira (26).

De acordo com a apuração, essa movimentação da PF “acabou gerando um apagão gerencial dos sistemas, que saíram ar”. Os programas armazenam todos os contratos e documentos sobre a construção dos hospitais de campanha para o tratamento da Covid-19.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), é alvo da Operação Placebo, que apura desvios na saúde pública do Rio em negociações de emergência durante a pandemia do novo coronavírus. 

Em um pronunciamento, realizado no início da tarde desta terça-feira (26), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), se defendeu a respeito da investigação que apura fraude na Saúde do estado, disse que é vítima de “perseguição política”. 

Zambelli 

Molica ainda informou que o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) pediu  que o Ministério Público Federal investigue se houve eventual vazamento de informações para a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Na véspera da operação, a deputada afirmou que operações da PF em breve teriam governadores como alvo.

À CNN, ela negou que tenha recebido informações privilegiadas sobre operações da Polícia Federal (PF) e disse que não divulgaria nada que pudesse prejudicar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Foi uma coincidência? Não só isso. Se eu soubesse e tivesse informação privilegiada… eu não pareço ser uma pessoa burra, poderia até ser, mas não sou. Eu falaria isso publicamente se tivesse informação privilegiada?”, disse em entrevista à CNN.

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Foto: Reprodução/ CNN

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