Pré-candidatos à Presidência falam sobre combate a variantes do coronavírus

Com a chegada da XQ no Brasil, presidenciáveis respondem à CNN quais são suas propostas de combate à Covid-19

Gabriela GhiraldelliSalma FreuaLeonardo RodriguesDanilo Moliternoda CNN

em São Paulo

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A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou, na última quinta-feira (5), a identificação de dois casos da nova variante Ômicron XQ na capital paulista. O Brasil já havia registrado casos da subvariante XE, que também era monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em boletim epidemiológico, a OMS afirmou que o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, continua a evoluir. Dado o atual alto nível de transmissão em todo o mundo, é provável que outras variantes, incluindo recombinantes, continuem a surgir, ainda segundo a organização.

Cerca de 14,9 milhões de pessoas em todo o mundo morreram como resultado direto ou indireto da Covid-19 no período entre 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021, segundo novas estimativas da OMS – quase três vezes mais mortes do que foram informados oficialmente. Só no Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam para 664.192 mortes até o dia 9 de maio.

A CNN perguntou aos pré-candidatos: como o Brasil deve se preparar para a chegada de novas variantes da Covid-19?

Veja abaixo o que eles responderam até agora:

Lula (PT):

A assessoria do presidenciável disse que o plano de governo será elaborado com a sociedade e os partidos aliados e entregue na data prevista pelo TSE.

Jair Bolsonaro (PL):

Em um ano o número de casos e óbitos de Covid-19 reduziu de forma significativa em virtude das políticas públicas adotadas pelo governo Bolsonaro, via Ministério da Saúde:
1) Vacinação em massa;
2) fortalecimento da Atenção Primária e Especializada à Saúde,
3) ampliação da capacidade de vigilância.
Durante a emergência de saúde pública já superamos as variantes gama, delta e ômicron. A conduta frente as novas variantes é a mesma. Vamos fazer como sempre fizemos: proteger a saúde da população e garantir acesso a todos os medicamentos e vacinas para quem quiser e precisar deles. Nosso governo cuida do Brasil.

Ciro Gomes (PDT):

Neste momento me recupero da Covid, depois de ter tomado as três doses de vacina. A minha contaminação é um sinal de que a pandemia não acabou. Portanto, como paciente e homem público, recomendo que os governos tomem todas as medidas que forem necessárias, alinhadas às melhores práticas internacionais. Preliminarmente, é fundamental aumentar a testagem e reexaminar a necessidade do uso de máscaras. E agir preventivamente, ao contrário do que fez Bolsonaro, criminosamente, em ondas de pico anteriores.

João Doria (PSDB):

O Brasil, assim como os demais países do mundo, deve seguir se precavendo e, principalmente, incentivando a vacinação, única forma comprovadamente eficaz de salvar vidas e diminuir o contágio pelo Covid-19. As recomendações de saúde seguem essencialmente as mesmas, como evitar aglomerações, incentivar o uso de máscaras em locais com muita gente. A máscara deve ser usada principalmente por pessoas com doenças crônicas e imunodeprimidos. Gostaria de reforçar a importância crucial da vacinação. Muito cuidado com quem não se vacinou ou quem está com vacinas atrasadas. As doses de reforços em imunossuprimidos e idosos não devem ser negligenciadas.

André Janones (Avante):

Sobre a questão da variante recombinante da Ômicron, chamada de XQ, é importante monitorar. É importante destacar que o Brasil conta com autoridades sanitárias competentes para determinar o caminho a ser seguido.

Simone Tebet (MDB): 

O primeiro passo para o combate desta e de outras possíveis variantes da Covid-19 é eliminar qualquer vestígio de negacionismo. É esse tipo de comportamento que tem elevado à enésima potência os riscos da doença. Não vamos permitir que isso ocorra novamente. Temos, aliás, de fazer o contrário: acreditar na ciência, nas orientações de nossos excepcionais especialistas e, acima de tudo, manter a prontidão. Já conhecemos as medidas de prevenção. Elas incluem o uso de máscaras, principalmente em locais com aglomerações, a realização de testes, que precisam estar disponíveis para toda a população, a higienização das mãos e o eventual reforço da imunização. Mas me parece que, agora, o mais importante é como vamos encarar este problema e outros que possam surgir. Para mim, a palavra que resume essa atitude que temos de adotar é uma só: seriedade. Muita seriedade. Esse é o melhor antídoto que podemos usar contra quaisquer variantes.

Felipe d’Avila (Novo):

O Brasil deve se preparar para as novas variantes de forma diferente do que fez ao longo da pandemia: baseado na ciência e em evidências. A aplicação de testes em massa e de rastreamento dos casos (o ‘test and trace’) é a forma mais eficaz de combater novos focos da doença sem a necessidade de medidas mais drásticas como o lockdown. Aliada à vacinação, essa estratégia deve manter o vírus sob controle sem o risco de colapso do sistema de saúde.

Luciano Bivar (União Brasil):

O país deve adotar as recomendações dos cientistas e pesquisadores, dos médicos e das autoridades sanitárias, além de incentivar a vacinação em massa.

A expressiva redução no número de casos e de mortes por Covid-19 após a vacinação demonstra que confiar na ciência é o melhor caminho.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

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