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    PT faz apelo a Zanin para que seja contrário ao marco temporal, dizem fontes

    Resolução do partido publicada nesta quarta não cita diretamente o ministro, mas se posiciona diante do assunto, que voltou a ser analisado no STF hoje

    Da CNN

    Um documento do Partido dos Trabalhadores (PT) publicado nesta quarta-feira (30) fez apelo indireto para o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele vote contra o marco temporal de demarcação de terras indígenas no julgamento retomado hoje.

    As informações foram apuradas com fontes ligadas ao partido pela analista de política da CNN Clarissa Oliveira.

    Na reunião do diretório do partido que definiu os 37 pontos da resolução, relatou uma pessoa que esteve presente no encontro, o clima foi de decepção com os votos de Zanin nos processos que julgou recentemente, como no que foi contrário à descriminalização da maconha.

    A proposição-recado declara a posição do partido nas duas questões: “No momento em que o Supremo Tribunal Federal deve retomar o julgamento do “marco temporal”, manifestamos a expectativa de que a Suprema Corte reafirme os direitos dos povos indígenas”.

    E que há a expectativa de uma atuação em defesa do “avanço na descriminalização do porte de cannabis para uso pessoal, passo importante para a mudança na equivocada e letal política de guerra às drogas”.

    Além disso, a fonte disse que foi quase unânime a decisão de colocar na resolução a proposição com o recado indireto para o ministro indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Os votantes entendem que não poderiam fazer críticas abertas, citando Zanin diretamente, para não criar desconfortos.

    As resoluções do PT funcionam como discurso oficial da a base partidária, mas não se refletem necessariamente no dia a dia do governo. Assim, também não há indicativos de que o ministro se sentirá pressionado a seguir o pedido da base do PT.

    O documento da legenda ainda defende abertamente a reeleição de Lula em 2026 e pede que a militância comece a se mobilizar neste sentido a partir de agora.

    *Publicado por Pedro Jordão, da CNN em São Paulo

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