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    Queiroga afirma que governo Bolsonaro é “contra aborto” e “defende as mulheres”

    Resposta acontece após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarar que mulheres pobres morrem no país “tentando fazer aborto porque é proibido, o aborto é ilegal”

    Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Bagé (RS)
    Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Bagé (RS) Alan Santos/PR

    Douglas PortoNicole Dinizda CNN

    em São Paulo e Brasília

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    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta sexta-feira (8), durante um evento na unidade de radioterapia da Santa Casa de Caridade de Bagé (RS), que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) “é contra o aborto”.

    “Respeitamos as exceções da lei, mas estamos a favor da vida desde a sua concepção. É um governo que acredita em Deus, que defende as mulheres e a família. Nós temos certeza que todos vocês concordam conosco”, afirmou Queiroga.

    “A vida é tutelada pelo Estado é por isso que o governo do presidente Bolsonaro, ao contrário de outros governos que criaram programas com nome de aves com pena e bico quebrado, investiu no fortalecimento da assistência materno infantil. Praticamente dobramos os recursos”, continuou.

    Bolsonaro, por sua vez, alegou que sua administração, entre outras coisas, “defende a família brasileira”. “Dizer a vocês, nós somos contra o aborto no Brasil. Nós não queremos reduzir o consumo da classe média. Nós respeitamos as nossas Forças Armadas e os nossos militares.”

    As declarações vêm após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarar, em um evento na Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, na última terça-feira (5), que mulheres pobres morrem no país “tentando fazer aborto porque é proibido, o aborto é ilegal”.

    “Na verdade, [o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito e não vergonha”, expôs Lula. Segundo o ex-chefe do Executivo, essas mulheres fazem o aborto de forma insegura, de forma arriscada para a sua saúde, “enquanto que a madame pode fazer um aborto em Paris, pode ir pra Berlim procurar uma Abort Clinic e fazer um aborto”.

    Lula ainda defendeu que a legislação brasileira não pode exigir que uma mulher tenha um filho se não quiser. “A lei não exige cuidar. Então nós ainda precisamos avançar muito, e essa pauta da família, dos valores, é uma coisa muito atrasada.”

    Mas, após a repercussão da fala, na quinta-feira (7), o ex-presidente proclamou que é pessoalmente contra o aborto, mas que a medida seria uma questão de saúde pública.

    “A única coisa que eu deixei de falar, na fala que eu disse, é que eu sou contra o aborto. Eu tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. O que eu disse é que é preciso transformar essa questão do aborto numa questão de saúde pública”, disse o petista. A nova afirmativa foi feita à rádio Jangadeiro BandNews de Fortaleza, no Ceará.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que cerca de 73 milhões de abortos induzidos são feitos todos os anos no mundo, e apenas 45% são realizados de forma correta. Procedimentos inseguros durante o procedimento são considerados a principal causa de morte e sequelas entre as mulheres, de acordo com a entidade.

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