Quem é Cláudio Castro, o cantor católico que assumiu o lugar de Witzel no RJ

Antes de ser vice-governador do Rio de Janeiro, Castro foi vereador na capital fluminense e chefe de gabinete na Alerj por 12 anos

Cláudio Castro assume o governo do Rio de Janeiro
Cláudio Castro assume o governo do Rio de Janeiro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Anna Satie, da CNN em São Paulo

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Cláudio Bomfim de Castro e Silva (PSC) é advogado, católico, autor de dois álbuns de música católica e, aos 41 anos, foi o mais jovem vice-governador do Rio de Janeiro desde a redemocratização.

É ele quem assumiu a chefia do Executivo fluminense após o afastamento de Wilson Witzel (PSC), determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 28 de agosto.

Cláudio Castro também foi um dos alvos da investigação de corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense, na mesma operação autorizada pelo STJ em que Witzel foi afastado.

Castro trabalhou na Alerj por doze anos, como chefe de gabinete do deputado estadual Márcio Pacheco (PSC). Em 2016, deixou a função para ser eleito vereador no Rio de Janeiro.

O site oficial do governo do Rio de Janeiro também apresenta Castro como advogado, “músico, compositor e evangelizador”.

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Ele nasceu em Santos (SP), mas foi morar no Rio ainda criança. Como braço-direito de Witzel, esteve à frente do Detran e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem). Durante a pandemia, coordenou o Mutirão Humanitário, que distribui cestas básicas e kits de limpeza em 13 cidades do Rio.

Em maio de 2019, Castro recebeu a medalha Pedro Ernesto, a mais alta honraria da Câmara de Vereadores carioca.

O governador e o vice do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e Claudio Casto
Castro e o então governador Wilson Witzel no Palácio Guanabara
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (12.nov.2019)

Antes de ser eleito vice-governador do Rio, Castro foi vereador por dois anos na capital. Entre as 11 propostas de sua autoria, estão a criação de incentivos ao esporte, a publicização da fila de espera para serviços de saúde e o tombamento do escotismo como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro.

Ao lado do vereador Felipe Michel (Progressistas), foi Castro quem editou o decreto legislativo que concedeu o título de cidadão honorário a Witzel — em dezembro de 2018, após vitória na eleição.

Castro se candidatou ao Legislativo da capital em 2012, mas não se elegeu. Sua atuação política, porém, data de 2004, ano em que assumiu a chefia do gabinete do então vereador e hoje deputado estadual Márcio Pacheco (PSC), também cantor e com quem já dividiu palco.

O primeiro álbum solo de Castro, de 2011, chama-se Em Nome do Pai — o mesmo nome da banda da qual fazia parte, que começou na paróquia São Francisco de Paula, na Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Seu último lançamento é de 2015, o disco Dia de Celebração. No Spotify, Castro tem 89 ouvintes mensais.

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