Quero ver quem engavetará mais de 600 mil vidas, diz Aziz sobre relatório

Votação do relatório final, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), acontecerá amanhã; novos nomes podem ser incluídos

Elis FrancoRafaela LaraLayane Serranoda CNN

em São Paulo

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (25) que não acredita que o relatório final dos trabalhos da comissão possa ser engavetado.

“Quero ver quem engavetará mais de 600 mil vidas”, disse Aziz ao comentar os próximos passos após a votação do relatório elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) que acontecerá nesta terça-feira (26).

Para Aziz, os membros do Judiciário responsáveis por dar continuidade às investigações e analisar as provas colhidas pela CPI não poderão chamar o relatório de “politicagem”.

“Não creio que membros do MP ou até o PGR peguem o relatório e chamem de politicagem. A CPI não deu em pizza, existem fatos que comprovam a veracidade do relatório. Esse relatório foi assistido pelo Brasil. Não houve uma sessão secreta para ouvir ninguém, todas foram televisionadas. São fatos narrados que é impossível de qualquer pessoa descaracterizar.”

Segundo Aziz, novos nomes podem ser incluídos no relatório ainda hoje. Uma reunião entre os principais membros da CPI, conhecido como G7, definirá os novos indiciados.

“Eu só quero saber desses novos [nomes] que são sugeridos e três ali tem de ser mesmo [indiciados]. Uma é a Regina Célia, a fiscal do Ministério da Saúde no contrato da Precisa. O outro é aquele cidadão do site Força Brasil, que publicava fake news. E o terceiro é o reverendo [Amilton de Paula], que chorou na CPI, e foi ele quem levou o pessoal ao Ministério [da Saúde]. A gente não sabe quem intermediou a ida dele lá, isso não conseguimos tirar dele. Se tiver fatos, vamos indiciar”, disse Aziz.

Segundo ele, o relatório de Renan Calheiros já tem votos suficientes para a aprovação na sessão de amanhã.

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