Relatório da CPI da Pandemia deve ter mudanças antes de votação

Senadores governistas e grupo de senadores de oposição independentes vão propor alterações

Mathias Broteroda CNN

em Brasília

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Na próxima terça-feira (26), será votado o relatório final da CPI da Pandemia no Senado. O documento, com mais de mil páginas, deve sofrer alterações propostas por senadores da base do governo e pelo G7, como é chamado o grupo majoritário de senadores da comissão.

Os senadores que quiserem apresentar suas sugestões de alterações poderão fazê-lo durante a reunião. Alguns já anunciaram que apresentarão um relatório paralelo. O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse ser natural que novas informações sejam acrescentadas, mas descartou as chances de retirar pontos já incluídos.

Após a manifestação dos senadores, será feita a leitura do parecer final do relator Renan Calheiros (MDB-AL), e, caso aprovado com pelo menos seis votos, a comissão não votará os relatórios paralelos. O relatório de Renan pede o indiciamento de 62 pessoas, duas empresas e atribui ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nove crimes, dentre eles os crimes de responsabilidade e contra a humanidade.

Para o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), a CPI criou uma “narrativa política que busca atribuir ao Presidente da República a total responsabilidade desse grave problema de saúde pública, sem, em nenhum momento, considerar a atuação dos governadores e prefeitos no enfrentamento da pandemia”.

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