Recriação de ministério tira comunicação e publicidade de militares do Planalto

Ideia de Bolsonaro com nomeação de Faria era tirar Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação, do guarda-chuva dos generais palacianos

O chefe da Secom, Fábio Wajngarten, fala sobre anúncios em sites
O chefe da Secom, Fábio Wajngarten, fala sobre anúncios em sites Foto: CNN (04.jun.2020)

Thais Arbexda CNN

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A recriação do Ministério das Comunicações, com a escolha do deputado Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos, para comandar a pasta ,vai tirar a área da alçada do núcleo militar do Palácio do Planalto. A ideia, segundo aliados do presidente Jair Bolsonaro, é de “verticalizar” a comunicação do governo. 

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Segundo aliados de Bolsonaro, a ideia de recriar o ministério surgiu não só para reorganizar toda a área de comunicação do governo –incluindo uma tentativa de nova relação do presidente com a imprensa–, mas também para tirar Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação, do guarda-chuva dos generais palacianos. 

A Secom, também responsável pela distribuição da verba publicitária do governo, estava até agora na estrutura da Secretaria de Governo, do general Luiz Eduardo Ramos. Agora, o governo vai transferi-la para o novo ministério. Até que a mudança seja efetivada, Wajngarten assume a função de secretário-executivo da pasta de Fabio Faria, que é genro de Silvio Santos, dono do SBT.

De acordo com relatos feitos à CNN, Wajngarten vinha perdendo a tinta na caneta para o núcleo militar e estava “batendo cabeça” com os generais, principalmente com o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto. 

A expectativa é a de que, com a transferência da Secom para o Ministério das Comunicações, Wajngarten volte a ter mais autonomia para atuar –nesse cenário, sua boa relação com Faria é apontada como fundamental.

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