Relator pede adiamento de votação de proposta do voto impresso

Com falta de consenso sobre a iniciativa, o deputado federal Filipe Barros avalia alterações em parecer sugeridas por partidos

Protótipo de urna eletrônica com impressora acoplada
Protótipo de urna eletrônica com impressora acoplada Foto: Nelson Jr./TSE

Gustavo Uribeda CNN

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O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso auditável, Filipe Barros (PSL-PR), pediu ao presidente da comissão especial na Câmara dos Deputados, Paulo Martins (PSC-PR), o adiamento da sessão parlamentar para a votação do parecer sobre a iniciativa, que estava prevista para esta quinta-feira (8).

Em conversa com a CNN, o deputado federal disse que recebeu propostas de alteração do relatório de partidos como PDT, MDB e PSDB. Ele salientou ainda que pretende, nos próximos dias, intensificar o diálogo com integrantes de siglas que compõem a comissão especial.

“Eu pedi ao presidente [da comissão especial] para cancelar a sessão de hoje”, disse. “Recebi propostas de alteração de alguns partidos. Eu estou avaliando e dialogando com os partidos”, acrescentou.

Com o pedido de adiamento, a expectativa é de que a votação da proposta fique para a quinta-feira da próxima semana, dia 15 de julho. Hoje, o voto impresso auditável enfrenta resistência tanto na comissão especial como na Câmara dos Deputados.

O presidente Arthur Lira (PP-AL) já sinalizou, em conversas reservadas, que só pautará a proposta em plenário quando houver um consenso.

Para tentar diminuir a resistência, a comissão especial discute a adoção de um meio-termo para a facilitar a tramitação da iniciativa no Poder Legislativo.

Na semana passada, integrantes da comissão especial propuseram que seja adotado um percentual para a auditoria do voto impresso, em caso de questionamento ao resultado das urnas eletrônicas.

O relator ainda defende a realização de uma auditoria de 100% dos votos impressos, mas reconhece a necessidade de distensionar o clima na comissão especial.

Para estabelecer um percentual de amostragem, integrantes da comissão especial avaliam a solicitação de pesquisa ou estudo a um órgão de estatística, como, por exemplo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

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