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    Reunião entre Lula e Lira é adiada diante de indefinição por ministério para o Centrão

    Presidente seguiu para São Paulo, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados viajou para o Alagoas

    Da CNN

    A indefinição sobre qual grande ministério o Centrão ganhará no governo federal levou ao adiamento de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

    As informações são da âncora da CNN Raquel Landim.

    Enquanto Lula segue, na tarde desta sexta-feira (21), para São Paulo, Lira embarcou para seu estado natal, Alagoas, com o aviso de que só retornará a Brasília no próximo dia 30.

    Em relação ao que está sendo estruturado, os partidos do Centrão – PP, Republicanos e União Brasil – conquistará espaços na Esplanada dos Ministérios do governo petista.

    Isso inclui dois ministérios considerados “pequenos”, o do Turismo, para o qual o deputado Celso Sabino (União-PA) já foi nomeado, e uma segunda pasta a ser definida: Esportes ou Ciência e Tecnologia.

    Além disso, os partidos ainda levarão duas estatais cheias de recurso: a Caixa Econômica Federal e a Funasa.

    Margarete Coelho, ex-vice-governadora do Piauí, é o nome preferido do PP para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal. Uma mulher também deve ser escolhida para o cargo na Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

    Falta ainda definir o principal: qual será o grande ministério do Centrão. Parlamentares ouvidos pela CNN indicaram que o Progressistas (PP), de Lira, aceita assumir o Ministério da Desenvolvimento Social sem a secretaria que gere o Bolsa Família. Mesmo sem o programa, que é uma das principais bandeiras das gestões de Lula, sobram importantes ferramentas da política, como cisternas e distribuição de alimentos.

    Esses programas têm convênios com prefeituras e podem ser quase tão potentes quanto o Bolsa Família em termos eleitorais. No entanto, a articulação política preocupa especialistas em distribuição de renda ouvidos pela CNN, que afirmaram que essas políticas precisam ser tocadas por especialistas em assistência social, sob o risco de perder efetividade.

    Publicado por Léo Lopes, com informações de Raquel Landim