Roraima não terá como atender venezuelanos se fluxo crescer, diz governador

Em entrevista ao Live CNN, Antonio Denarium alerta sobre possível aumento do fluxo migratório após tensão entre Estados Unidos e Venezuela, destacando que já entraram mais de 1 milhão de venezuelanos

Da CNN Brasil
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A situação na fronteira entre Brasil e Venezuela preocupa as autoridades de Roraima após a recente tensão entre os Estados Unidos e o regime de Nicolás Maduro. Em entrevista ao Live CNN, Antonio Denarium, governador de Roraima, expressou grande preocupação com o possível aumento do fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil.

"É uma preocupação muito grande. Se aumentar o fluxo de entrada de venezuelanos, o estado de Roraima não tem condições e não tem capacidade para fazer o atendimento", alertou Denarium.

De acordo com dados oficiais citados pelo governador, desde o início da crise humanitária na Venezuela em 2016/2017, "já saíram da Venezuela mais de 4 milhões de venezuelanos". A Colômbia recebeu aproximadamente 2 milhões, enquanto o Brasil já acolheu mais de 1 milhão e 400 mil venezuelanos, conforme registros da Polícia Federal e do Ministério da Defesa através do Exército Brasileiro.

Roraima como principal porta de entrada

Dos venezuelanos que entraram no Brasil, 72% utilizaram Roraima como porta de entrada, principalmente pela cidade de Pacaraima. Atualmente, cerca de 186 mil venezuelanos vivem no estado, segundo estimativas do IBGE citadas por Denarium.

O governador destacou que, no pico da migração, chegavam a entrar entre 1.500 e 2.000 venezuelanos por dia em Roraima. Nos últimos 30 dias, esse número caiu para uma média de 300 a 500 pessoas diariamente - "e com esse ataque ocorrido, estamos vivendo um momento de muita preocupação e fazendo a observação".

Denarium também comentou sobre os possíveis cenários futuros: "No meu entendimento, se houver uma transição pacífica, onde os Estados Unidos têm o controle da situação, eu acredito que vai inibir a saída de venezuelanos para outros países. Se for uma transição onde haja resistência do regime Maduro, pode ocorrer uma guerra civil e aumentar a saída de venezuelanos para outros países".

Desafios no controle da fronteira

O governador ressaltou que Roraima possui a segunda maior fronteira do Brasil, com mais de 2.200 quilômetros de extensão. Mesmo com o fechamento oficial da fronteira em determinados períodos, os venezuelanos utilizam rotas alternativas para entrar no território brasileiro.

"Mesmo com a fronteira fechada, os venezuelanos utilizam de rotas alternativas para entrar no Brasil. Então, a preocupação é muito grande pela nossa parte", concluiu Denarium.

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