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    Sem mencionar UE, Lula diz que “transição ecológica não pode justificar novos protecionismos”

    Acordo entre o Mercosul e União Europeia está travado desde que o bloco europeu demandou compromissos adicionais dos sul-americanos na área ambiental para avanço das tratativas

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O presidente Lula afirmou, neste sábado (8), sem mencionar a União Europeia (UE), que a transição ecológica não pode justificar novos protecionismo. Ele discursou em reunião técnico-científica da Amazônia, na Colômbia.

    “Uma transição ecológica justa requer recursos adequados e transferência de tecnologia. Não pode se basear na exploração predatória de recursos naturais, nem justificar novos protecionismos. Em suma, não pode servir de fachada para um neocolonialismo”, disse.

    O acordo comercial entre o Mercosul e a UE está travado desde que o bloco europeu demandou compromissos adicionais dos sul-americanos na área ambiental para avanço das tratativas.

    Nos últimos anos, a União Europeia vem adotando novas legislações voltadas ao desenvolvimento sustentável que restringem a comercialização de produtos que infringem regras ambientais. Em partes, tais determinações são vistas como o avanço do “protecionismo verde” por parte do bloco.

    Lula disse ainda em seu discurso que “a descarbonização não deve aprofundar as desigualdades entre os países”.

    Desmatamento

    Em seu discurso, o petista prometeu ainda que seu governo “vai zerar o desmatamento ilegal até 2030”. “Esse é um compromisso que os países amazônicos podem assumir juntos na Cúpula de Belém”, disse.

    A área sob alerta de desmatamento na Amazônia sofreu uma queda de 33,6% nos seis primeiros meses de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    O presidente defendeu, contudo, que é possível conciliar a preservação do meio ambiente com o avanço das atividades econômicas no país.

    “A floresta tropical não pode ser vista apenas como um santuário ecológico. O mundo precisa se preocupar com o direito a viver bem dos habitantes da Amazônia. Afinal, o desenvolvimento sustentável possui três dimensões inseparáveis: a econômica, a social e a ambiental”, disse.