Sem quórum, Assembleia Legislativa de SP não vota CPI da Prevent Senior

Base aliada do governador João Doria e bolsonaristas não deram quórum para que o requerimento fosse apreciado

Caio Junqueira

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Sem quórum, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) não votou nesta quarta-feira (20) requerimento de urgência para abrir uma CPI para investigar o caso Prevent Senior.

O requerimento estava previsto para ser votado mas, assim como ocorreu há duas semanas, a base aliada do governador João Doria e bolsonaristas não deram quórum para que o requerimento fosse apreciado. Eram necessários 48 deputados no plenário, mas havia menos de 20, a maioria da oposição.

Nos últimos dias, funcionários da Prevent fizeram manifestações contra a abertura da CPI e procuraram parlamentares para que não aprovassem a abertura da investigação.

Sem votar o requerimento de urgência, as chances de a CPI ser aberta com celeridade diminuem. A tendência agora é de que a Comissão de Constituição e Justiça analise o caso, a não ser que haja uma nova tentativa na semana que vem, o que é improvável.

A mobilização contra a CPI tem sido liderada a partir de uma inusitada aliança entre bolsonaristas e parlamentares da base aliada do governador de São Paulo, João Doria.

Bolsonaristas querem evitar que haja maiores consequências políticas para o presidente Jair Bolsonaro, tendo em vista o fato de a Prevent ter disseminado o tratamento precoce defendido pelo presidente desde o início da pandemia.

Já a base de Doria quer evitar que o caso respingue no governo do estado, tendo em vista que a própria Secretaria de Saúde do estado fez inspeções na Prevent Senior no início da pandemia e não constatou irregularidades, a despeito de a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo ter pedido a intervenção no plano.

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