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    Senado prevê sessão longa e tensa com Mandetta na CPI

    Comissão busca criar uma cronologia sobre os erros do governo na condução da crise da pandemia

    Da CNN, em São Paulo

    Começam nesta terça-feira (4) as oitivas da CPI da Pandemia no Senado e, já neste dia, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deve ser ouvido, em uma sessão que deve ser longa e tensa, conforme informou a âncora da CNN Daniela Lima.

    A CPI busca criar uma cronologia sobre os erros do governo na condução da crise da pandemia e os membros da comissão devem pressionar Mandetta a explicar por que, por exemplo, o Brasil nunca teve a quantidade de testes PCR necessários para monitorar a Covid-19 no país.

    Segundo informações da analista da CNN Thaís Arbex, durante a oitiva, os senadores também vão se debruçar sobre a possibilidade de a gestão Mandetta não ter se preparado para a chegada do vírus ao Brasil, uma vez que a Covid-19 já tinha se espalhado pelo mundo. 

    Pela dinâmica estabelecida pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), vai ter o tempo que julgar necessário para questionar os convidados.

    Depois disso, cada integrante da CPI vai ter cinco minutos para perguntas, os convidados vão ter cinco minutos para responder e depois mais cinco minutos para réplica e outros cinco minutos para tréplica.

    Neste modelo, cada convidado terá pelo menos quatro horas de depoimento, pois cada senador terá 20 minutos de interação com cada convocado pela CPI. 

    Mandetta
    O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta fala sobre a Covid-19 em entrevista à CNN
    Foto: Reprodução/CNN (7.mai.2020)

    Estratégia para Pazuello

    Conforme informou a analista da CNN Thaís Arbex neste domingo (2), a cúpula da CPI da Pandemia articula um depoimento longo de Pazuello na próxima quarta-feira (5), com o objetivo de exaurir o general do Exército, que comandou a pasta por quase um ano. 

    A avaliação do chamado G7, grupo de senadores independentes e de oposição que forma a maioria da Comissão Parlamentar de Inquérito, é a de que Pazuello pode não aguentar e sucumbir à pressão, entregando informações que são consideradas fundamentais para a CPI.

    Neste cenário, para desmontar a estratégia do governo, que montou uma força-tarefa de treinamento para o general, a ideia é fazer com que a oitiva do ex-ministro entre pela noite de quarta. O depoimento está agendado para começar às 10h. 

    Nelson Teich

    Também na quarta-feira, Nelson Teich também será ouvido pela comissão. A ideia é se debruçar pelo período exíguo em que o oncologista ficou à frente da pasta – ele deixou o governo antes de completar um mês no cargo.

    Os senadores pretendem confirmar se, de fato, sua saída foi motivada pela recusa em assinar um protocolo sobre o uso da cloroquina pelo SUS (Sistema Único de Saúde).