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    Senador flagrado com dinheiro na cueca refaz pedido para STF arquivar inquérito

    Há quase dois anos de investigação a autoridade policial diuturnamente requer novamente a prorrogação do prazo para conclusão da apuração, diz defesa

    Senador Chico Rodrigues
    Senador Chico Rodrigues Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Gabriela Coelhoda CNN

    Brasília

    O senador por Chico Rodrigues (DEM), flagrado com dinheiro na cueca, pediu novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do processo que investiga o parlamentar pelo desvio de recursos públicos para o combate ao coronavírus em Roraima.

    Segundo a defesa, há quase dois anos de investigação a autoridade policial diuturnamente requer novamente a prorrogação do prazo para conclusão da apuração.

    “Fato é que passados quase dois anos de investigação, nada de concreto foi colacionado aos autos que relacionasse o requerente a ser chefe de uma organização criminosa em pretenso esquema de desvios de recursos, de forma a superar o caráter meramente especulativo de tal associação”, disse.

    Segundo o senador, é incompreensível a tentativa de postergar o inquérito, uma vez que da análise da documentação acostada aos autos escancara a falta de justa causa para as investigações.

    “O processo, longe de apurar o alegado desvio de recursos federais destinados ao combate da pandemia da Covid-19 no Estado de Roraima, transformou-se, data vênia, numa verdadeira pescaria prospectiva, não se sabe ao certo do que. Conforme já se disse por quase dois anos investigou-se tudo e todos e nada se confirmou em relação ao envolvimento do Senador em qualquer desvio de emendas parlamentares, tendo em vista que nenhum valor foi executado pela Secretaria de Saúde/RR”.

    Nesta semana, a Polícia Federal pediu ao Supremo para prorrogar o inquérito. Segundo a PF, ainda estão pendentes de cumprimento as respostas de solicitações e as oitivas das pessoas indicadas pela Procuradoria-Geral da República.

    O inquérito foi aberto, em setembro de 2020, para investigar possível fraude na aquisição de kits de testes rápidos para detecção da doença e irregularidades no processo de compra de centrais de ar condicionado para a maternidade de Rorainópolis (RR).

    Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que os elementos obtidos demonstrariam o potencial envolvimento do senador em outubro de 2020, foram apreendidos R$ 33 mil na cueca do senador. com uma empresa que forneceu os kits de teste rápido para a detecção da covid-19, “havendo indícios de atuação do investigado no direcionamento da contratação à referida empresa”.

    A defesa de Rodrigues já pediu, em algumas oportunidades, o arquivamento do inquérito. O senador já negou ter cometido irregularidades e disse, em carta enviada aos colegas parlamentares, que, no caso do flagrante feito pela Polícia Federal (PF), agiu dominado “pelo pânico e pelo medo”.