Sergio Moro assina ficha de filiação ao União Brasil, afirma vice-presidente do partido

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (31) após reunião do ex-ministro com dirigentes do partido

Giovanna GalvaniRafaela LaraRenata Souzada CNN

em São Paulo

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O vice-presidente do União Brasil em São Paulo, Junior Bozzella, afirmou nesta quinta-feira (31) que a filiação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro ao partido “está encaminhada”. Ele já assinou a ficha de filiação. Rosângela Moro, esposa do ex-juiz, também se filiou ao partido.

“A filiação já está encaminhada, já foi abonada pelo presidente Bivar, inclusive. Desde o dia de ontem já tinha a ficha encaminhada, abonada. O Sergio assinou a ficha”, afirmou Bozzella.

O vice-presidente da sigla não confirmou qual será o destino de Moro no partido e se ele terá sua pré-candidatura à presidência da República mantida.

“Obviamente que alguém, quando entra em um partido político – que você não é o presidente, que você não tem voto, que você não é da executiva nacional – você sabe ao crivo que você está sendo colocado. Você não tem garantia de absolutamente nada, você é mais um filiado.”

Ainda segundo Bozzella, o foco atual do partido são as filiações e a definição das candidaturas ocorrerá no momento das convenções partidárias. “Nós estamos perseguindo uma única via para vencer os extremos, a polarização”, disse.

Moro se reuniu com dirigentes da sigla em um hotel na capital paulista para cravar sua decisão. A movimentação para a mudança já havia sido informada pela âncora da CNN, Daniela Lima, após uma reunião entre Moro e Luciano Bivar, presidente nacional do União Brasil.

Segundo o analista Gustavo Uribe, da CNN, dirigentes do União Brasil não garantem a Moro uma candidatura à sucessão presidencial. No caso, o partido poderia dar legenda a ele para um posto no Legislativo. O União Brasil ainda não lançou um nome à Presidência.

Moro se filiou ao Podemos em 10 de novembro de 2021 já com ares de que disputaria a campanha presidencial pela sigla. Na ocasião, ele defendeu o legado do combate à corrupção pela Operação Lava Jato, que o projetou nacionalmente devido a sua atuação como juiz federal, e criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL), que integrou como ministro da Justiça e Segurança Pública. por 15 meses.

Nas últimas pesquisas eleitorais, o ex-ministro vinha empatando com o pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes, nas posições atrás do ex-presidente Lula (PT) e de Bolsonaro, que assumiram a dianteira das intenções de voto.

A pesquisa Datafolha divulgada no dia 24 de março, por exemplo, traz Moro com 8% das intenções de voto, enquanto Ciro registrou 6%. Na pesquisa Ipespe do dia 25 de março, o então pré-candidato do Podemos apareceu com 9%, enquanto o pedetista teve 7%.

Debate

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